Páginas Amarelas

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Abrindo o FestLuso desse ano, tivemos a Companhia B. de Teatro de Brasília-DF com seu espetáculo “Páginas Amarelas”. A peça, inspirada nos quadrinhos “A Pior Banda do Mundo” do português José Carlos Fernandes, nos apresenta a um misterioso lugar sem nome, retratado em traços amarelados pelo tempo, em cujas ruas e edifícios se cruzam personagens aprisionados em um cotidiano de repetições e fracassos. Flagradas em dramas envolvidos por questões absurdas, discussões sem sentido lógico, ocupações improváveis e preocupações inverossímeis, figuras anônimas se conjugam neste roteiro de vinte e nove anos de fracasso.

Dirigida por Kenia Dias, essa peça a princípio pode parecer algo sem sentido, ou Indie, porém com uma breve reflexão é possível chegar a várias conclusões sobre aquilo que é passado nas atuações Repleta de significados que vão se destrinchando a medida que se desenrola o enredo, é possível identificar diversas referências históricas e culturais, e também diversas críticas, entre elas uma bem explícita ao capitalismo.

Encenada de forma divertida e rápida, típico do gênero Tragicômico, esse espetáculo de 60 minutos de duração passa voando aos nossos olhos. Composta pelo enredo: Camila Morena da Luz, Giselle Nirenberg, Hugo Leonardo, Ludmilla Valejo, Tatiana Bittar e Márcio Minervino, que de tão profissionais fazem do espetáculo algo tão pequeno parecer grandioso.

Mais Fotos:

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Imagem do Quadrinho de José Carlos Fernandes:

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2 comentários

  1. Creio que seja importante ressaltar que a peça reflete a modernidade tardia. Seja na forma como ela é representada(a fragmentação do roteiro é gritante) como na própria temática que vai se mostrando escorregadia. Os personagens passam 29 anos perseverando em algo que não dá certo. Mais do que ao capitalismo é feita uma dura crítica ao consumismo desenfreado das pessoas, caso de quando uma das personagens diz que morrerá com todos os seus livros já que não consegue se decidir entre quais salvar.

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    • Tipo Cássia com sempre com suas belas palavras de analista de discurso…
      Vc falou do consumismo e eu lembrei da personagem, que a próposito foi a que mais gostei, as vezes penso como ela em relação aos livros… rsrsrs

      Abraços

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