12 Homens e Uma Sentença (12 Angry Men, 1957)

12 Homens e Uma Sentença

Dificilmente um filme antigo chama atenção daqueles que gostam superficialmente de cinema, ainda mais se for um filme em preto e branco, como é o caso dessa jóia impactante dirigida por Sidney Lumet. Contando com um elenco composto por Henry Fonda, Lee J. Cobb, Ed Begley e Jack Klugman, que são responsáveis por excelentes atuações de personagens cheios de detalhes, que transformam este filme em algo absorvente, tenso e excitante.

Primeiramente somos apresentados a um júri composto por dozes jurados, onde onze deles estão convencidos que o réu é culpado por assassinato e apenas um sustenta a hipótese de sua inocência. Em um caso em que há provas avassaladoras contra um adolescente acusado de matar o pai, este único jurado (Davis, interpretado por Henry Fonda) tenta fazer com que os outros cheguem à sua conclusão.

Todas as ações acontecem dentro de uma única sala, com exceção da primeira e da última cena, que se passam no tribunal e na saída do mesmo, respectivamente. È incrível como Lumet consegue fazer um filme de 96 minutos tão parado, sem torná-lo monótono em nenhum momento sequer. 12 Homens e Uma Sentença é um drama forte, impregnado de suspense, bem agradável de ser visto, podendo causar sensações de emoção até aos mais insensíveis.

Esta ótima produção além de um elenco de astros recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme (1957). Conta também com um remake para TV, de 1997 dirigido por William Friedkin e com um excelente elenco. Recomendo que vejam as duas versões para que visualizem as formas diferentes de ver uma mesma coisa, e ainda fazer um comparativo da evolução técnica da sétima arte.

O filme põe em questão os determinantes sociais, trazendo à tona a discussão de temas fortes e polêmicos, que podem gerar perdas irreparáveis e erros fatais, entre esses temas facilmente se nota o preconceito e o apego indevido ao falível poder determinante do ambiente e da classe social. É absolutamente desprezível tentar inferir algo que não se analisa, simplesmente por achar coisas pessoais (e supérfluas) mais importantes que a vida de outra pessoa. O fato mais interessante é que o filme mostra que muitas vezes a dúvida pode ser mais eficaz e válida que a certeza.

Trailer:

2 comentários

  1. Então, Ademar, você falou uma coisa muito em conta: muitas vezes a dúvida é mais importante do que a certeza. Porque o que realmente é posto pelo personagem de Henry Fonda não é exatamente a crença na inocência do garoto, mas a inconsistência das provas que são apresentadas contra ele. Pode ter sido o menino que matou o pai? Pode. Mas o que é alegado contra ele são conjecturas, na maioria oriundas de impressões, idiossincrasias dos próprios jurados e dos advogados e juiz. Um suspense dramático que vai além do próprio gênero pelo modo como expõe tensões sociais. Temos jurados que não se conhecem entre si, mas podemos inferir que pertencem a mundos diferentes. E isso é o que torna o extenso debate algo tão fascinante.

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    • Pois eh Cássia, o filme é realmente fascinante, tanto a forma como foi filmado, como tbm a elaboração do roteiro, que prende o telespectador não pelas ações mas pelo diálogos.

      Indico a todos,

      Ah, e muito obrigado por me emprestar o DVD, não tenho como agradecer sua contribuição para com este blog, tanto nos comentários como no empréstimo de filmes, livros e outras coisas.

      Abraços

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