Mentiras Sinceras (Separate Lies, 2005)

Mentiras Sinceras

“Todos nós cometemos erros no passado.”
Anne Manning

“Todos nós cometemos erros no passado.”
Anne Manning

Drama é de longe o gênero que mais toca no emocional dos apreciadores de artes. Mentiras Sinceras não apenas emociona, mas nos envolve numa narrativa bem construída e cheia de performances intensas. O filme de 84 minutos escrito e dirigido por Julian Fellowes é baseado na novela “A Way Through The Wood” de Nigel Balchin. Fellowes escreveu também “Assassinato em Gosford Park” que lhe rendeu um Oscar por isso.

O Filme trás no elenco Emily Watson, Tom Wilkinson e Rupert Everett, que interpretam os personagens Anne Manning, James Manning e William Bule respectivamente. Em um enredo bem justificado vemos que a verdade nem sempre predomina e pode permanecer apenas no passado, o futuro pode ser movido apenas por desejos e que todos somos potenciais traidores e mentirosos, mesmo que sinceros.

No desenrolar da história somos apresentados a um casamento mal sucedido, que tem seus pilares ameaçados por insatisfações compensadas por uma relação extraconjugal. Nisso temos consciência do fato que os seres humanos comentem erros fatais, e um desses erros mais freqüente é o casamento. Mostra também que o que a principio pode parecer perfeito no fundo é algo completamente perturbador, nos fazendo questionar e refletir sobre as aparências.

Elaborando temas de segredo, traição e perdão, o filme nos coloca diante de fatos reflexivos que põem à prova a sinceridade, justiça, amor (muitas vezes exacerbado), entre outras mazelas sociais. Os personagens são verossímeis não apenas por causa dos erros que corroboram o fato de serem humanos, mas também por usar de argumentos que podem ser facilmente notados se atentarmos para a contemporaneidade da nossa sociedade.

Filmes assim têm o poder de distrair e nos educar, ou simplesmente acender a centelha filosófica que resulta numa reflexão frutífera para situações pessoais e sociais. Recomendo este drama romântico aos utopistas e até aos mais céticos sobre a influência de um filme na vida do homem.

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