Viver de Luz

Viver de Luz - Ellen Greve (Jasmuheen)
Viver de Luz - Ellen Greve (Jasmuheen)

“Muitos, descobri, não comem para viver; vivem para comer.”
Jasmuheen

É do conhecimento de todos que à medida que o tempo passa vão surgindo novos grupos, culturas e religiões, sejam com maior ou menor influência mundial, porém nenhum menos importante que o outro. Ao ler o livro Viver de Luz – A fonte de alimento para o novo milênio [Living on Light – The Source of Nourishment for the New Millennium, 1998] da Australiana Ellen Greve (conhecida por Jasmuheen) nos deparamos com uma nova forma de vida que para muitos pode parecer impraticável e porque não dizer impossível. Devo dizer que é necessário ter uma mente bem aberta para ler este livro. Necessita-se de uma grande empatia pelas crenças alheias para não avaliar o discurso do livro sem rotulá-lo de no mínimo “uma mentira absurda”.

A autora descreve um modo de vida experimentado por ela, e que lhe permite não precisar de alimentos para se manter, o viver de prana pode resumir-se a apenas ingestão de água e respiração, ou em alguns casos em que é vetado também o consumo de água, se mantendo apenas da respiração, são os respiratorianos. Além de um perfeito equilíbrio dos quatro corpos inferiores (físico, espiritual, emocional e mental) esse modo de vida garante outros benefícios como imortalidade física e espiritual, telepatia, telecinese, teletransporte, rejuvenescimento e regeneração, e ainda a desnecessidade de se alimentar e dormir.

Esse patamar deve ser alcançado de forma gradual, com a exclusão de carnes vermelhas da dieta, depois dos alimentos cozidos, em seguida os sólidos, e ai entra-se no processo de conversão de 21 dias, que é amplamente discutido e explicado no livro. Para esse processo deve-se está preparado não apenas fisicamente com a dieta acima, mas emocionalmente, mentalmente e espiritualmente, é um conjunto, onde um não pode está em desequilíbrio com o outro.

Quando se observa esse tipo de coisa de um ângulo antropológico, nota-se que há um grande marco na história antropológica do homem, pois a consolidação desse modo de vida acarreta mudanças drásticas na forma atual de vida do ser humano, é necessário uma recriação de idéias, muitas delas sociais. Há uma modificação desde a arquitetura do meio familiar que não precisa de um dos cômodos mais importantes de uma casa, a cozinha, até o funcionamento das relações sociais, que na maioria das vezes gira em torno de comida.

Segundo a autora “essa viagem não gira em torno de comer ou não comer. Sua importância está na liberdade que proporciona. Na liberdade de escolher, de sermos capazes de ditar ao corpo em nossa condição de donos da casa. Na liberdade em relação às limitações, às crenças de que precisamos comer, dormir, envelhecer ou morrer. Na coragem de explorar todo o nosso potencial.”

Esse não é o tipo de literatura que mais me agrada, nem o tipo de livro que indico a qualquer um, como disse antes, precisa-se de uma mente bem aberta para não achar cômico o discurso da autora, que além desse escreveu outros livros sobre o assunto. O livro tem uma linguagem simplista típica desse gênero textual, mas que confunde devido a quantidade de idéias e informações.

Autora:

Jasmuheen

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8 comentários

  1. Ai, como é difícil ler e crer em novas formas de vida da própria humanidade. Sou um jovem que se considera mente aberta, mas não consigo acreditar que uma pessoa possa ter controle total de seu corpo, a ponto de dispensar os alimentos. E, principalmente não consigo acreditar que tal forma de vida possa ser ensinada através de um livro. Se fosse possível o controle sobre o corpo, muitos gênios da história obviamente homossexuais como Leonardo DaVinci teriam sua escolha, na qual escolheriam o caminho mais fácil, vários gênios e filosofos enlouqueceram em busca de um controle sobre o pensamento, por que seria tão fácil o controle sobre o corpo?
    Sim, é uma questão polêmica e sinceramente acho que é aberta a várias opiniões. Então, esta é a minha!

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    • Realmente Guh, isso é muito dificil e no caso do pessoal do “Viver de Luz” é mais dificil ainda. Muitas vezes nossas crenças impedem a gente de ver essas possibilidades.
      O mais correto a se fazer é pesquisar sobre essas novas tendências.
      No caso do Viver de Luz existem famílias brasileira que já aderiram ao “movimento”, inclusive fiquei sabendo através de um amigo que estuda comigo que almeja chegar nesse nível.
      Ele me emprestou o livro e estudou mais que eu sobre esse assunto.
      Bom, fiquei interessado porque como disse no texto isso entra na antropologia da alimentação humana, que é por sinal minha disciplina favorita nesse período do curso.

      Abraços

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  2. Pra mim é um livro sensacionalista que tenta se basear em doutrinas e algumas explicações biológicas pra justificar afirmações e tentar fazer com que essa prática pareça algo fora do comum ou extraordinário,manifestando assim interesse e curiosidade dos que fazem um julgamento superficial.
    O consumo de alimentos é comprovadamente degradante ,tanto que a prática de jejuns e ingestão controlada tende a ser benéfica e retardar o envelhecimento , mas a ausência total de alimento não é logicamente algo muito aconselhável a se submeter. XD
    Resumindo VIVA O CHURRASCO galeraaaa

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    • Wagner o que vc disse na sua primeira frase é algo totalmente digno de atenção. Tudo que há no livro gera muita dúvida quanta a veracidade daquilo tudo. Jasmuheen fala com tanta convicção que pode gerar opiniões extremas de aceitação ou negação, dependo da base ideológica de cada um.

      É interessante ler esse tipo de coisa, pq se conhece bem a idéia dos pioneiros, e dá pra fazer uma análise própria dos argumentos do livro. Uma coisa é falar pq leu outra é falar pq ouviu de terceiros.

      Abraços, vlw a visita.

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      • Outra coisa, Wagner é você fazer a experiência. Eu a fiz. Foi maravilhoso. Nunca me senti tão bem. Infelizmente o tal do churrasco foi mais forte, me venceu… Hoje só tenho a lamentar…

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  3. Conheci o trabalho de jasmuheen mais de seis anos atrás. Tenho estudado muito sobre o assunto e cada vez mais me convenço que isto é um fato possível. Hoje, mais de 15.000 pessoas já passaram pelo processo dos 21 dias e muitas vivem do prana. Tenho 72 anos e pesquiso se dará para mim. Poucos acreditam, debocham até, mas tem coisas que, no começo, são para poucos . Mesmo com provas concretas sobre o fenômeno, no momento só bons espiritualista chegam lá. As mudanças exigidas são muito fortes para um mundo de tanto apego ao material e, sobretudo, à degustação.O assunto,porém, é sério e, com certeza, não haverá volta neste processo que se encaixa muito bem com as mudanças do planeta que terá seu ápice em 2012.

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  4. A grande pergunta e que poderia resolver tudo é a seguinte: Há prova de que Jasmuheen realmente vive sem alimentos? Se houver comprovação disso por fonte isenta, não há o que discutir. A tese dela, nesse caso, é verdadeira. Quem tiver conhecimento dessa pesquisa, apresente aqui.

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    • Então José, meu único contato com a teoria da Jasmuheen é o próprio livro dela. Tenho um amigo (que me emprestou esse livro) que conhece uma família brasileira que faz essa prática, mas não me aprofundei na busca por esse estilo de vida depois que terminei de ler, então só sei o que a própria autora conta.
      Eu sou nutricionista e digo que discordo muito dessa prática, embora eu não seja contra quem a pratica. Só não acho que seja algo muito sensato a se fazer, pelo menos não sem muita convicção e preparo.
      No mais, eu achei bem curioso e achei interessante quando estudei sobre esse grupo na disciplina de Antropologia da Alimentação na minha graduação.
      Abraço e obrigado pelo comentário.

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