Histórias de Direitos Humanos (Stories on Human Rights, 2008)

Histórias de Direitos Humanos

A magia do cinema não se resume apenas a filmes com grandes produções e repleto de efeitos especiais, engana-se quem pensa assim. Muitas vezes toda essa magia pode ser transmitida, e bem transmitida através de um curta. No caso de Histórias de Direitos Humanos, em 22 curtas. Criado pelo Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos em 2008 para comemorar o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, esse longa-metragem é na verdade uma série de 22 curtas dirigidos por 25 cineastas e videoartistas renomados de diferentes partes do mundo.

O filme é inspirado e constituído por um cruzamento de temas que representam o Direito à Cultura, Desenvolvimento, Dignidade e Justiça, Meio Ambiente, Gênero e Participação. Feito esse cruzamento de forma aleatória, alguns curtas conseguem ir além do tema proposto e abordar mais de um tema. A variedade de temas e de estilo, faz com que o resultado seja agradável.

Em meio a tantos trabalhos há pérolas raras, assim como coisas não tão valiosas assim. Destaco Um Garoto, Um Muro e Um Burro do diretor Hany Abu-Assad que dirigiu também o magnífico Paradise Now (2005). Como disse há uma diversidade muito grande de estilos e gêneros, podemos encontrar desde algo psicodélico como Bebo a Água na Qual Você se Banha de Pipilotti Rist, até algo trash como A Travessia de Murali Nair.

Há momentos comoventes como nos dramas A Manga e Lily e Ra, e ainda filmes onde a verdadeira ação está completamente implícita, sem diálogos, mas bem nítida e real como é o caso de Impasse de Bram Schouw. Contudo não são apenas coisas isoladas, os filmes são repletos de denúncias e apelos sociais, um pedido de justiça e igualdade.

Relação de curtas que compõe o filme:

– Jogos Perigosos (Dangerous Games) de Marina Abramovic, Holanda;

– Viagem (Voyege) de Walter Salles & Daniela Thomas, Brasil;

– Os Filmes a Fazer (Dês Films à Faire) de Dominique Gonzalez-Foerster & Ange Leccia, França;

– Impasse (Impasse) de Bram Schouw, Holanda;

– A Voz (The Voice) de Sergei Bodrov, Rússia;

– A Travessia (The Crossing) de Murali Nair, Índia;

– A Manga (La Mangue) de Idrissa Ouédraogo, Burkina Faso;

– E Quanto a Mim? (What About Me?) de Shira Geffen & Edgar Keret, Israel;

– Confiança (Trust) de Runa Islam, Reino Unido;

– O que Significa “Dignidade”? (What Does Dignity Mean?) de Abderrahmane Sissako, Mauritânia;

– Sobras (Sobras) de Pablo Trapero, Argentina;

– Homens Móveis (Móbile Men) de Apichatpong Weerasethakul, Tailândia;

– Café Preto (Black Breakfast) de Zhang-Ke Jia, China;

– Um Conto Sobre Água (A Water Tale) de Francesco Jodice, Itália;

– Bebo a Água na Qual Você se Banha (I Drink Your Bath Water) de Pipilotti Rist, Suíça;

– A Vitória Sobre os Sacos Plásticos (La Victoire sur lês Sachets) de Sarkis, França;

– Lily e Ra (Lily And Ra) de Armagan Ballantyne, Nova Zelândia;

– A Partida Final (The Final Match) de Saman Salour, Irã;

– Teto de Vidro (Glass Ceiling) de Teresa Serrano, México;

– Um Garoto, Um Muro e Um Burro (A Boy, a Wall and a Donkey) de Hany Abu-Assad, Palestina;

– Sol Garrido (Garish Sun) de Charles Meaux, França;

– Participação (Participation) de Jasmila Žbanic, Bósnia.

Obs.: a lista não se encontra na ordem de exibição, segue a ordem do catálogo, que para saber mais você pode fazer o Download AQUI (em inglês).

Trailer:

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2 comentários

  1. Eu simplismente tenho fascínio por curtas. São tão inteligentes (isso é, os bons curtas), simples e emocionantes. Tenho diversos favoritos mas com certeza os produzidos pela famosa empresa de animação “Pixar” são os melhores. Eu destaco: “For the birds”, “Boundin”, e o impecavél “Geri’s Game”. Vale muito a pena conferir e tenho certeza de que irá gostar!

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    • Antes eu não gostava muito de ver curtas, mas eu aprendi a valorizar essa arte, e hoje reconheço que um curta muitas vezes é mais produtivo que um longa.
      É incrivel como podemos nos comover e encantar com tão pouco tempo. É realmente a magia do cinema. Existem curtas realmente curtos que contam longas histórias e maravilhosas, é esse o chamariz.
      Vou procurar essas suas dicas pra ver.
      Por falar nisso o último curta que vi foi o sueco Lucky Blue, que já se encontra aqui no Cooltural.

      Abraços

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