Fim dos Tempos (The Happening, 2008)

Fim dos Tempos

É difícil encontrar um tema mais batido no mundo cinematográfico que esse que dá título (em português) a esse filme. Fim dos Tempos não é mais um, pois se você assistir verá que não tem nada do que diz o título nacional mal adaptado. Se o título conota uma catástrofe mundial como acontece em Armageddon ou O Dia Depois de Amanhã, nada disso é confirmado no enredo da história. Podendo ter sido muito mais louvável e até mais chamativo uma tradução literal, O Acontecimento. Essas adaptações de títulos as vezes é algo lastimável e muda completamente o sentido original da obra, seja ela qual for.

Escrito e dirigido pelo indiano M. Night Shyamalan, que também dirige o live action do desenho animado Avatar – The Last Airbender (o filme recebe o mesmo título), que tem estréia prevista para o verão de 2010, e outros já conhecidos como A Vila, A Dama na Água e O Sexto Sentido. No elenco temos Mark Wahlberg, Zooey Deschanel (que atuou em Sim, Senhor! Ao lado de Jim Carrey), John Leguizamo e Ashlyn Sanchez.

Os fatos que acontecem no filme são um mistério. De repente começam a acontecer coisas estranhas, mais precisamente o comportamento das pessoas começa a ficar estranho, mas o anormal aqui é que esse comportamento estranho e assassino não é contra os outros, mas contra si mesmos. Várias hipóteses e justificativas aparecem para explicar o fenômeno, alguns dizem ser uma reação vingativa das plantas, que agindo contra a ação destrutiva do homem, produzem toxinas que geram esse comportamento. Outros dizem ser uma arma secreta do governo sendo testada.

Até as certezas são questionadas, e quando se pensa ter chegado a solução do mistério é ai que ele começa, como é o caso da idéia sugerida pelo personagem Elliot Moore (Mark Wahlberg) que afirma a manifestação apenas quando há atividades em grupos, mas logo isso é descartado quando há ataques isolados, e é nessa tentativa de explicar o inexplicável que se passam todos os … minutos. Ficção-científica é um tema extremista, geralmente só atrai os fãs do gênero, ou aficionados religiosos que usam esse tipo de filme como argumento para justificar suas crenças.

Mas há também (seguindo a idéia do ataque das plantas) um debate ecológico, essa de vingança homem-natureza. O diretor é conhecido pela fama que tem de dá uma há fabular em suas obras. Nesse poderia facilmente ser inserido a moral “Os homens dominam a natureza para destruir-la; Uma hora (no filme) a natureza dominará o homem, também para destruir-lo.” (moral meramente interpretativa e sem confirmação da intenção dos autores). O filme não é uma obra-prima, e nem é o tipo de filme que faz você querer ver de novo, mas pode ser que alguém goste, afinal há gosto pra tudo.

Tralier:

2 comentários

  1. Vim pela primeira vez ao Cooltural e adorei o blog! Parabéns pelas óptimas escolhas de cinema e de literatura e, já agora, obrigada pelo link para o Folhas de Papel.
    Voltarei de certeza.
    Boas leituras!

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    • Obrigado djamb…
      Pela visita e pelo comentário, também devo agradecer (e muito) o fato de vc ter retribuido o link.
      Sigo sempre o Folhas de Papel e adoro seus textos e apreciações.
      Tento sempre ler coisas variadas para poder postar aqui o melhor (e o pior) do cinema e literatura, e muitas outras mídias.

      Volte sempre.
      Abraços

      Curtir

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