The Mudge Boy (Idem, 2003)

The Mudge Boy

Vez ou outra nos deparamos com filmes desconhecidos, mas que esbanjam qualidade (ou não). Não é raro nos atrairmos por um filme por causa de sua sinopse, ou ainda quando alguém nos indica e fala muito bem do mesmo. The Mudge Boy em parte pode ser encaixado em uma dessas situações. Um drama intenso, mas que deixa, e muito a desejar.

Escrito e dirigido por Michael Burke, o filme conta em seu elenco com Emile Hirsch, Thomas Guiry e Richard Jenkins. Não se pode dizer que os atores fazem a melhor atuação possível, porém dá pra dizer que é suficientemente boa o bastante para agradar.

Na história temos Duncan um garoto que mora com seu pai em uma fazenda. Após a morte de sua mãe Duncan fica com a tarefa que a ela pertencia, cuidar das galinhas. Segundo alguns personagens o garoto parece muito com a mãe, coisa que o filme em si não expõe. O rapaz vive sob os cuidados desconfiados do pai, que acha seu comportamento estranho e suspeito. Em meio a uma perturbação adolescente, ele se ver apunhalado pela partida da mãe. A falta da figura materna acarreta ou acentua o comportamento estranho dele, que começa a usar as roupas da mulher.

O pai do garoto temeroso da opinião e comentários das pessoas de uma cidade pequena passa a controlar o garoto e tenta mudá-lo. Inevitavelmente, Duncan conhece outros jovens que o mostram o que é curtir a vida, e nesse ínterim suas dúvidas se fortificam quando este se vê diante das atitudes de seu novo amigo Perry. Ele em meio as angustias pessoais vai se desenvolvendo e adquirindo maturidade, seja por experiência de vida ou por imposições alheias.

É notável que este tema não é novo nem inovador, mas mesmo assim gera um certo ar estranho, que foge do convencional. Tratar de adolescência, relacionamento familiar, sexualidade e temas da vida pessoal é de certa forma algo positivo, pois isso faz quem assiste se identificar com uma ou outra situação. Mas se não for bem feito, torna-se um pouco desagradável.

The Mudge Boy até que é bom. O que o estraga é o final ridiculamente aberto, sem nenhuma explicação, o clímax não tão evidente não se completa decepcionando até os que o assistam no maior desinteresse.  Dá até para pensar que trata-se de um piloto de alguma série, e que haverá uma continuação, simplesmente para justificar tudo, mas não há. Caso queira saber o que acontece depois, simplesmente imagine, isso mesmo, intencional ou não do diretor, mas é você que escolhe o que lhe “der na telha”, baseando-se nos ocorridos finais do filme.

Trailer:

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8 comentários

  1. Hum, parece ser um filme interessante, mas como você mesmo disse, é um tema super batido.
    Sempre irão existir aqueles filmes adolescentes feitos para chocar tanto que acabam sendo educativos, como no incrivelmente forçado “Aos Treze” e ao que me parece, ser o caso de “The Mudge Boy” .
    Filmes com lição no final, acredito eu, devem ser feitos para apenas ensinar o jovem a ter opinião sobre o que é certo ou errado e blablabla… Resumindo: filme/lição deve ser assistido apenas em casos necessarios, portanto se tiverem opção, proucurem uma obra melhor!

    Concorda comigo, Ademar?

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    • Guh…
      Pois é, acho que das pessoas que viram esse filme ai comigo, eu fui o único que não gostou e não quis rever.
      Meus amigos gostaram.
      Realmente vc falou uma verdade, os filmes/lição têm seu valor, mas em momentos específicos.
      Talvez vc goste desse, tente…

      Abraços

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      • Eu também concordo com você. A grande expectativa de um final emocionante se perde ao ver que o autor não retrata os “fins”dos personagens deixando a histoira vaga e causando ar de continuação ao leitor.

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        • Oi Gustavo,
          Que bom que concorda comigo. Eu particularmente adoro final abertos, mas alguns são postos de forma não muito satisfatória, ao meu ver esse filme foi um exemplo disso.
          O diretor poderia ter casado mais os fatos e deixado menos pontas soltas.
          Mas vale assistir pela experiência, né?
          Abraços!

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    • Oi Diego,
      Eu acredito que esse filme não terá um continuação não, até hoje nunca fiquei sabendo de nada a respeito. Como trata-se de um filme não muito comercial então fica mais difícil ainda.
      O jeito é ir atrás de outras obras desse mesmo gênero.
      Abraços!

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  2. Gostei do filme. Não acho que todo filme deva ter a esperada (ou batida) fórmula do “e assim termina…”. Como na vida real, histórias e personagens devem ser complexos. Este filme me parece um recorte de um momento. E, me parece, que a isso ele se cabe.

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