Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson

Algumas histórias têm a sorte de surgirem em meios conturbados. Isso pode contribuir, e muito, para o sucesso ou fracasso de tais escritos. O jornalista sueco Stieg Larsson teve a má sorte de sua morte ter sido a conturbação de sua obra. Acontece que o autor morreu, aos cinqüenta anos, vítima de um ataque cardíaco em 2004, pouco após enviar os originais de sua obra prima aos seus editores.

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Män som hatar kvinnor, 2005) é o primeiro volume da chamada – e tão bem conhecida – Trilogia Millennium. O livro chegou ao Brasil em 2008 pela “Companhia das Letras”, infelizmente em uma edição traduzida do francês (Les hommes qui n’aimaient pas lês femmes) feita por Paulo Neves, e numa versão cheia de erros gráficos e ortográficos provenientes de uma publicação rápida e descuidada. A Adaptação do livro para o cinema saiu em 2009 com roteiro de Nikolaj Arcel e Rasmus Heisterberg e direção de Niels Arden Oplev.

No livro somos apresentados ao alter-ego do autor, Mikael Blomkvist, um jornalista financeiro (político no caso do autor) que ao ser condenado e sentenciado por difamação, recebe o convite do grande industrial Henrik Vanger, que deseja contratá-lo afim de que Mikael escreva a biografia de sua enorme família. No entanto, trata-se de um pretexto para que Mikael investigue o sumiço de sua sobrinha Harriet Vanger, que desapareceu misteriosamente há quase 40 anos. Em troca Henrik promete salvar a revista da qual Mikael é fundador e editor, a Millennium (Expo no caso do autor), que se encontra em risco de falência. Para solucionar esse mistério, Mikael é ajudado pela irreverente Lisbeth Salander, uma hacker de um magreza anoréxica, que provavelmente permanecerá em sua mente por um longo tempo após a leitura.

Este é um thriller moderno, que aborda, põe em questão e até critica diversos socialismos. Aqui temos um cardápio composto por corrupções e crimes políticos, responsabilidade jurídica (em se tratando de jornalismo econômico), internet, privacidade, publicidade e opressão às minorias.

O título apesar de intrigante e sugestivo, reflete bem o que é mostrado no enredo, que é reforçado a cada capítulo por meio de dados que mostram a realidade de mulheres que são constantemente oprimidas e ameaçadas na Suécia. O livro é um retrato fiel do país que o situa. É também muito mais do que uma história bem construída e complexa. O leitor sem compromisso pode até se confundir com a grande quantidade de personagens que compõem a história, mas dificilmente deixará este livro de lado sem chegar ao fim.

Essa grande quantidade de personagens permitiu ao autor explorar as mais diversas personalidades e possibilidades de conflitos. Esse romance policial moderno de forma alguma pode ser considerado inferior aos clássicos do gênero. Recomendo!


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4 comentários

  1. Oi Ademar,
    Sabe não tinha visto esse livro ainda mais depois desta resenha vou ler este livro.
    Gostei muito do pequeno resumo.
    beijoss
    Até mais.

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    • Oi Lanna, primeiro comentário no blog, rsrs
      Muito obrigado, adorei ter encontrado vc aquele dia, e no nosso lugar mais em comum, a livraria, rsrs!

      Leia mesmo, é um ótimo livro e tenho certeza de que vais gostar! (detalhe: o filme em breve entra em cartaz no cinema do THE Shopping).

      Em breve virão as promoções aqui do blog, fique atenta!

      Beijos.

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  2. AMO a serie Millennium, uma das series policiais mais inteligentes que ja li! e tbm digo que Lisbeth Salander, eh um dos melhores personagens femininos que já criados, ao lado de Morgana Le Fay do BRILHANTE As Brumas de Avalon. O Filme baseado nesse livro tbm eh perfeito! Otima resenha, depois de ler fiquei com vontade de concluir a trilogia! Falta o 3 pra eu terminar!

    Abraços

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    • Oi Alysson,
      Obrigado pelo comentário. Como eu disse a Lisbeth é incrível. Ainda não li As Brumas de Avalon, mas eu sinto muito vontade de ler, quando eu o fizer prestarei mais atenção à Morgana.
      Eu preciso criar vergonha e concluir a trilogia Millennium, faltam os dois últimos.
      Abraços!

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