O Lobisomem (The Wolfman, 2010)

Os remakes, quando surgem, são sempre alvos de discussões. De um lado os que acham que filmes antigos devem sim ser refeitos e adaptados às novas tecnologias do cinema; do outro os fãs cativos que preferem a versão clássica. Cada um que tome seu partido, mas o que importa é que esses remakes só são válidos se forem bem feitos, o que não acontece com O Lobisomem. Este surgiu com o intuito de modernizar a versão original de 1941.

A promessa é de que teríamos um grande filme, inovador e assustador. Mas não foi bem isso o que se viu nos cinemas. Para engrandecer mais ainda o filme, foi escalado um elenco de primeira, que fizeram mais que a obrigação, todos impecáveis. O erro foi cometido pela parte técnica do filme. Só para citar alguns, as cenas se passam sem conformidade, as músicas não casam com as cenas, gerando uma sensação estranha. Temos também um terror leve, com sustos previsíveis e clichês. Os efeitos especiais são mais estranhos ainda, chegando a ser trash demais para a época em que foi produzido, porém esses efeitos trash, levam a criatura ao seu aspecto original, permitindo os jovens conhecerem como eram os lobisomens, antes de surgirem os lobos modernos e malhados como Jacob Black.

O filme se passa na Inglaterra Vitoriana e começa com uma cena sem explicação. Depois somos apresentados a Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), que volta da América com seu grupo de teatro. Ao regressar descobre sobre a morte do seu irmão, morto por um monstro a solta. Durante a investigação descobre-se que se trata de um lobisomem. Volta-se a alguns fatos ocorridos no passado, e então Lawrence é mordido pelo lobisomem, e isso o coloca numa corda bamba, pois em seu coração estava se consolidando uma paixão pela sua bela cunhada Gwen Conliffe (Emily Blunt), e agora terá que lidar e confrontar com sua nova natureza. Além dessa paixão, Lawrence tem de enfrentar seu pai irônico (interpretado por Anthony Hopkins), que há muito tempo não via. No desenrolar da história muitos segredos são revelados.

A direção do filme é de Joe Johnston (o mesmo de Jurassic Park III e Jumanji) e o roteiro é assinado por Andrew Kevin Walker e David Self, sendo o original de 1941 de autoria de Curt Siodmak. Como dito antes o que o filme tem de melhor é o elenco composto principalmente por Benicio Del Toro, Emily Blunt, Hugo Weaving e o mestre magnífico Anthony Hopkins. Estes levam a sério e fazem atuações impecáveis e irrepreensíveis. É impressionante ver Anthony Hopkins, na idade em que está, se saindo muito bem em cenas de ação, sem falar que suas falas são as melhores, dando a impressão de que o roteiro foi feito pra ele.

Deve-se destacar que O Lobisomem estreou nos cinemas com uma classificação indicativa de 18 anos, mas, talvez sua baixa bilheteria, fez com que baixassem para 16 anos. Caso queira conferir o filme no cinema (pois ainda permanece em cartaz) recomendo que não espere muita coisa. Para os que esperarão pelo DVD, digo que essa é uma boa opção. Contudo posso até está enganado, mas ainda digo que este filme agradará a poucos.

Trailer:

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