Um Post, Um Personagem #03: Dorothy Gale (O Mágico de Oz)

Dorothy Gale

A personagem que escolhi para comentar seu perfil esta semana é Dorothy Gale, uma menina sonhadora que teve de vivenciar uma longa jornada repleta de fantasia e adversidades até encontrar o caminho de volta para casa.

Dorothy é a personagem principal do livro O Maravilhoso Mágico de Oz, de L. Frank Baum, autor americano de livros infantis. É neste livro onde Dorothy teve sua primeira aparição e foi eternizada no imaginário infantil desde então. Ela reaparece ainda em outras sequências de histórias do mesmo autor, mas foi em O Maravilhoso Mágico de Oz que se desenrolou a mais notável aventura dessa pequena garota do campo.

No meio das grandes pradarias do Kansas vivia Dorothy, numa pequena casa distante do resto do mundo. Ela morava com o tio Henry, que era fazendeiro e tia Em, sua esposa. Na casa onde eles moravam tinha apenas um aposento com todos os móveis e fora dela havia um buraco no chão de tamanho diminuto, apelidado de porão de ciclone, que funcionava como um abrigo contra tornados, muito comuns nessa região dos Estados Unidos.

Dorothy era órfã de pais e por este motivo foi morar com os tios no Kansas. Ela costumava ficar na entrada da fazenda observando a extensão do horizonte para todos os lados, não via nada, só o prolongamento do céu na cor cinza, nada quebrava essa monocromia, até seus tios eram acinzentados. Totó, um cãozinho de pelo preto, sedoso e olhos negros e vivos era o único ser não-cinzento de toda a grande planície e era esse animalzinho que trazia alegria a Dorothy, fazendo-a rir e isso a impedia de ficar tão acinzentada quanto as demais coisas ao redor.

A menina e Totó brincavam todo o dia e ela o amava muito. Até que um dia tio Henry percebeu a chegada de um temeroso ciclone vindo dos lados do sul. Tia Em e tio Henry assustados conseguiram correr ao porão e manter-se à salvo do ciclone, Dorothy no entanto, acompanhava sua tia, quando voltou para dentro de casa correndo atrás de Totó, que havia pulado dos braços dela e se escondido debaixo da cama.

É aí que a grande aventura começa!

O ciclone ergueu a casa no ar e transportou-a para um lugar inimaginável, uma terra longínqua sobre a qual jamais se ouviu falar: A Terra de Oz.

Ao cair a casa, provocou a morte da Bruxa Má do Leste que desse modo foi esmagada. O povo dos Munchkins comemorou e consagrou a pequena Dorothy como uma heroína. Após isso, Dorothy conheceu Glinda, a Bruxa Boa do Norte e após questioná-la se era uma feiticeira, a menina descobriu que havia bruxas boas e más.

Orientada a seguir pela estrada de tijolos amarelos, a corajosa Dorothy foi buscar a ajuda do poderoso Mágico de Oz, para pedir que ele a levasse de volta para seu lar no Kansas. Ela levou consigo os sapatinhos prateados da finada Bruxa Má do Leste.

Dorothy recebeu um delicado beijo de Glinda (a Bruxa Boa do Norte), que a protegeria contra qualquer maldade. Rumo à cidade das Esmeraldas, que fica no centro do país governado por Oz, Dorothy iniciou a longa viagem para procurar o Grande Mago de Oz e assim poder retornar aos tios nas pradarias do Kansas

Dorothy Gale

Durante sua jornada, Dorothy conheceu os seres mais peculiares com que poderia imaginar um dia deparar-se.

Um espantalho falante, que sonhava em ter um cérebro e só temia uma coisa no mundo: um palito de fósforo aceso!

O Espantalho foi liberto graças à Dorothy, que o retirou do poste em que estava pendurado e este seguiu com a garota até Oz na esperança de ganhar um cérebro.

Um homem de lata que estava enferrujado no meio da floresta e foi salvo por Dorothy e pelo Espantalho. O Homem de Lata sofria por não ter um coração e decidiu acompanhar a menina e o Espantalho até o Mágico de Oz, para realizar seu desejo.

E até um Leão covarde! Este tentou morder Totó, mas foi repelido por Dorothy que lhe deu um peteleco no nariz, e revelou-se um covarde. O Leão foi convidado por Dorothy e pelos outros a seguir com eles a viagem até Oz, assim, quem sabe, ele poderia receber do Mago Oz a “coragem” que precisa para ser o verdadeiro Rei dos animais.

Dorothy e seus novos amigos enfrentaram diversos desafios durante a caminhada, como um fosso cheio de rochas pontiagudas sobre o qual tiveram que saltar apoiados nas costas do Leão, os campos mortais de papoula que fazem os viajantes adormecerem até nunca mais acordar, bem como os naturais perigos da floresta.

Ao chegar à Cidade das Esmeraldas Dorothy, para ter seu desejo atendido, assim como seus companheiros, deve cumprir a missão que o Mágico de Oz a ordenou, matar a Bruxa Malvada do Oeste, que vive no país dos Winkies.

Uma nova e empolgante jornada começa para a pequena Dorothy, com novos desafios e sujeição a maiores riscos. O desfecho desta aventura é surpreendente e eu deixo essa surpresa guardada para quem quiser viver toda a viagem de Dorothy na leitura do livro, que a revela uma personagem muito mais encantadora do que eu possa descrever com minhas palavras.

Dorothy Sapatos

Curiosidades:

  • Dorothy foi representada no cinema por Judy Garland, no célebre musical: O Mágico de Oz (Victor Fleming, 1939), é a mocinha da foto mais acima, cuja atuação neste papel a consagrou como uma das maiores estrelas de Hollywood na “Era de Ouro” dos musicais. O clássico de 1939 é a mais famosa adaptação da obra O Maravilhoso Mágico de Oz até hoje.
  • Os sapatinhos prateados da Bruxa Má do Leste usados por Dorothy foram trocados pelos famosos sapatinhos vermelhos na obra cinematográfica de 1939, por serem mais chamativos e evidenciarem o advento do cinema colorido, novidade na época.
  • A atriz Zooey Deschanel também representou o papel de Dorothy, apelidada de DG, numa adaptação da obra para a TV em 2007, uma minissérie intitulada Tin Man – A Nova Geração de Oz, porém devido a seu caráter excêntrico e psicodélico, o seriado não obteve grande popularidade entre os fãs da história original.
  • Estreou ontem aqui no Brasil uma nova adaptação fílmica de O Maravilhoso Mágico de Oz, intitulada de Oz: Mágico e Poderoso (Título original: Oz: The Great and Powerful) com a direção de Sam Raimi e a participação de James Franco, Michelle Williams, Mila Kunis e Rachel Weisz. Como esse filme trata dos acontecimentos anteriores aos do livro original, concentra-se na história da vinda do mágico Oz a essa terra maravilhosa, portanto não terá a presença da Dorothy nesta superprodução.

OBS: Texto publicado originalmente no blog Coruja de Café, mas que não está mais disponível no mesmo.

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12 comentários

  1. Muito boa a resenha^^ Confesso que não conhecia a história completa da personagem Dorothy, só tinha em mente a história do Mágico de Oz assim, bem superficial..srsr bem resumida…conhecia já os outros personagens..^^ mas gostei, com certeza o livro deve ser incrível! *-* e tb essa nova adaptação do Sam Raimi! 🙂

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    • Obrigada Lili, 🙂
      Fico contente por você ter gostado da história de Dorothy, espero que se sinta motivada a ler o livro agora 😀
      Vamos torcer para que essa nova adaptação seja um sucesso!

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  2. Eu adoro a Dorothy! Quando assisti a versão de 1952, fiquei encantada pela história e os personagens. O texto está ótimo! Parabéns! Adorei as curiosidades =). Também estou louca para ver essa nova versão da história dirigida pelo Sam Raimi, tô otimista. Bjs

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    • Obrigada Claudinha 🙂
      Também sou encantada pelo musical de 1939! Adoro as músicas e Judy Garland, nessa recente versão não teremos Dorothy, mas teremos James Franco! =D

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  3. Ótima resenha Vanessa, como sempre estar de parabéns, e essa história relembra minha infância, oh a famosa estrada de tijolos amarelos, rsrs ate hj eu dou nome algumas estradinha de tijolos amarelos e essa personagem Dorothy é encantadora, as aventuras vividas por elas ~soa magicas que todas as crianças e alguns adultos queriam estar nela.

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    • Obrigada Glória 🙂
      com certeza muitos adultos gostariam de viver ou ter vivido uma aventura dessas, principalmente pelos fiéis amigos que acompanharam Dorothy.
      Continue seguindo a estrada de tijolos amarelos! ^^

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  4. Excelente resenha! Gostei muito! Parabéns! Não me canso de assistir esse filme. Imagino que a personagem Dorothy, essa pequena garota do campo e cheia de sonhos já tem sido e ainda continua sendo uma influência para diversas meninas sonhadoras tal como a personagem.Estou anciosa para ver essa nova adaptação do fílme com a direção de Sam Raimi 🙂

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    • Obrigada Socorrinha,
      Também já assisti várias vezes! rsrs E acho que se tornou um clássico justamente por ser um filme atemporal, mesmo tendo sido lançado no início do século passado, ainda hoje diversas crianças que assistem podem se identificar com a personagem principal [ou um de seus companheiros de viagem].
      Como diria Shakespeare “We are such stuff as dreams are made on.” (Somos feitos da mesma matéria dos sonhos). Beijos, querida! =)

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  5. Ótima resenha, Parabéns Vanessa! É muito bom recordar desse filme fantástico, ainda não li o livro mas, após a leitura desta resenha, que retrata de forma sucinta a personagem em sua aventura, nos convida para a leitura desse livro clássico.

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    • Obrigada Aline 🙂
      Fico feliz por saber que gostou da resenha, e com vontade de ler o livro também.
      Obrigada pela visita, beijos!

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