Lançamentos #12

Olá, queridos leitores! Olha que legal a seleção que o Cooltural realizou dos lançamentos editoriais para esse mês das férias. Confiram!

Grupo Editorial Record

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Do Grupo Editorial Record, trazemos três lançamentos da Editora Record. A primeira é A Caderneta de Victor Frankenstein (335 págs.), de Peter Ackroyd, uma releitura da obra-prima de Mary Shelley. O promissor cientista Victor Frankenstein realiza a maior experiência de todas: ressuscitar um cadáver por meio de correntes elétricas. Porém, seu experimento apresenta consequências inesperadas. 1356 (420 págs.), de Bernard Cornwell, é o quarto livro da Saga A Busca do Graal. Romance histórico ambientado na França em 1356, onde propriedades estão sendo incendiadas e pessoas estão em alerta. Mas essas guerras poderiam ser acabadas se uma certa arma fosse encontrada. O Evangelho Segundo Hitler (352 págs.), de Marcos Peres, é um romance nacional, vencedor do Prêmio Sesc, que homenageia os escritores que brincam com elementos fantásticos, como Umberto Eco e Jorge Luis Borges, através de uma trama embevecida em teorias conspiratórias que une dois personagens contemporâneos ao Adolf Hitler e o nazismo.

Novo Conceito

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Aconteceu em Paris (480 págs.), de Molly Hopkins, é o primeiro livro da série Evie Dexter. Ela quer fazer carreira como guia de turismo e consegue um emprego para acompanhar turistas por toda Paris. Mas os vinhos franceses e um relacionamento com seu tutor, Rob, podem ser um problema para sua carreira.  A Garota do Penhasco (528 págs.), de Lucinda Riley, é um romance que fala sobre mudança de vida, sobre um tempo de mal-entendidos e rancor entre inimigos que se acreditam enganados por falcatruas financeiras. Mas como tudo é superado com um amor, o envolvimento entre Grania Ryan e Lawrence Lisle comove por sua delicadeza e força. Refém da Obsessão (352 págs.), de Alma Katsu, é o segundo livro da Trilogia Taker. Neste, Adair se liberta, após ficar duzentos anos numa “sepultura” improvisada por Lanny e Jonathan, só quer encontrar Lanny e fazê-la pagar pela traição. No entanto, Adair encontra o mundo totalmente diferente do que era antes e tenta se adaptar às mudanças e quantidade de informação com a ajuda de Jude.

Arqueiro

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O Menino da Mala (256 pág.), de Lene Kaaberbøl e Agnete Friis, é o primeiro livro da série da enfermeira Nina Borg. Neste, a enfermeira atende a um pedido de sua amiga Karin, e vai à estação ferroviária buscar uma mala, mas nela se encontra um menino de 3 anos nu e dopado. Mas Karin é brutalmente assassinada e não pode esclarecer o que aconteceu. Assim, Nina se dá conta que ela e o garoto correm risco de vida. O Poder da Espada (480 pág.), de Joe Abercrombie, é o primeiro volume da trilogia A Primeira Lei. O livro conta a história de três personagens (um carrasco implacável a serviço da Inquisição; um competidor de esgrima da classe alta; e um guerreiro com um passado sangrento) que têm suas vidas mudadas com a chegada do lendário Bayaz, o Primeiro dos Magos, que tem sua vida separada dos protagonistas apenas por uma linha tênue e desconhecida. Uma Questão de Segundos (224 págs.), de Harlan Coben, é o livro que dá sequência a Refúgio. Neste, a mãe de uma amiga de Mickey Bolitar, é morta e a garota baleada. O herói não perde tempo e começa a investigar o caso, mas ele encontra uma estranha ligação com o Abrigo Abeona. Determinado a proteger os amigos, ele se dá conta de que nada é o que parece ser.

Intrínseca

Daniel Pereira

Das novidades da Editora Intrínseca, temos A Garota que Eu Quero (176 págs.), de Markus Zusak, autor de A Menina que Roubava Livros. Neste novo romance do autor somos apresentados a Cameron, o caçula da família Wolfe. Mas ele não tem nenhuma das qualidades dos outros irmãos, e isso inclui a habilidade de conquistar as garotas. Ele daria tudo para conquistar a nova namorada de um dos seus irmãos, mas porque ela preferiria ele ao outro? Bling Ring: A Gangue de Hollywood (272 págs.), de Nancy Jo Sales, conta a história real de um grupo de adolescentes (obcecados por celebridades) nascidos num subúrbio rico de Los Angeles. Entre 2008 e 2009, a gangue furtou o equivalente a 3 milhões de dólares em roupas, joias e obras de arte de jovens ícones pop (Paris Hilton, Lindsay Lohan). Livro que inspirou o novo filme de Sofia Coppola, estrelado por Emma Watson, Katie Chang, Israel Broussard e Leslie Mann, que chega as telonas ainda esse ano. O Substituto (320 págs.), de David Nicholls, autor de Um Dia, traz uma trama envolvendo o mudo dos famosos. Josh Harper, considera a carreira de ator apenas como um meio de conseguir dinheiro, fama e mulheres; já Stephen McQueen vive uma longa e desastrosa carreira como figurante e substituto de Josh Harper. Esta é a fama vista de dois ângulos extremos.

Geração Editorial

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Na Saga dos Anos 60 (202 págs.), de Carlos Olavo da Cunha Pereira, traz as memórias do próprio autor durante a efervescência política dos anos 60 e 70 na América do Sul. Como jornalista e ativista político, Carlos Olavo foi perseguido pela ditadura no Brasil, e buscou asilo em outros países, o que garante ao leitor vários outras curiosidades históricas. Em Maneco e Joana (64 págs.), de Ana Reber e Fernanda Fajardo, lançado pelo selo Geraçãozinha, conta a história de uma garota (Joana) que procura preencher o imenso vazio que há em seu coração; e um garoto (Maneco) que carrega no peito dois corações. A história gira em torno daquela velha história da busca do amor perfeito. Dicionário Machista (176 págs.), de Salma Ferraz, publicado pelo selo Jardim dos Livros, traz algumas das pérolas do machismo. A autora mostra que a estupidez não só masculina, mas também feminina, sendo as mulheres frequentemente as piores machistas.

Companhia das Letras

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Dos lançamentos da Companhia das Letras temos Os Transparentes (408 págs.), de Ondjaki, que narra a história de pessoas simples, habitantes da cidade de Luanda que vivem e compartilham seus afetos e suas memórias. Os personagens possuem uma complexidade humana característica da obra do Ondjaki, cheios de histórias íntimas e coletivas, problemas individuais e familiares que traçam um painel de uma Angola cheia de contrastes. Ondjaki também é autor de Os Vivos, O Morto e O Peixe-Frito. Já a Editora Seguinte, lança Dividir e Conquistar (216 págs.), de Carrie Ryan, segundo livro da série Infinity Ring. O cenário agora é a Paris medieval, cercada por guerreiros vikings. Na dúvida de qual caminho tomar, os três protagonistas acabam causando uma guerra entre os parisienses e os nórdicos invasores, mas uma captura muda o rumo dessa batalha. O outro lançamento da editora é Separados (256 págs.), de Pauline Alphen, segundo livro das Crônicas de Salicanda. Esse segundo volume se passa no momento pós-aniversário de treze luadas dos gêmeos Jad e Claris, onde estes são separados pela primeira vez após o castelo de Salicanda ficar em chamas. Cada um a seu modo, eles amadurecerão e darão início ao aperfeiçoamento de seus talentos.

Prumo

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Dos lançamentos da nova parceira do Cooltural temos A Casa dos Amores Impossíveis (312 págs.), de Cristina López Barrio, que narra o encontro entre Isabel Allende e Gabriel García Márquez (Memórias de Minhas Putas Tristes). Ambientado na Espanha, às vésperas do século XX, ele narra a saga de uma família que carrega uma estranha maldição – todas as mulheres da família estão fadadas a viverem trágicas histórias de amor. O romance promete divertir e emocionar a todos aqueles que desejam viver um grande amor. Os Amores da Pantera (120 págs.), de José Louzeiro, traz a história de uma mulher que foi sequestrada e morta misteriosamente durante uma orgia promovida por milionários. Todas as pistas apontam para um playboy viciado em drogas. O filme homônimo, feito em 1977, mostra toda a verdade oculta de um escândalo envolvendo paixão, sexo e dinheiro, que abalou a alta sociedade. The Wanted: A biografia não autorizada (200 págs.), de Chas Newkey-Burden, conta a história de uma das mais populares boy bands da atualidade. A biografia conta com momentos emocionantes dos cinco rapazes, antes e depois da formação da banda, além de conter um caderno de fotos exclusivas.

E vocês leitores, o que acharam das novidades? Deixem seus comentários!

5 comentários

  1. Em seu blog, Leituras & Resenhas, Lucas Rocha, postou a seguinte resenha: ” Eu deveria estar escrevendo meu TCC, mas estou aqui para tirar as poeiras e as traças desse blog. Os hiatos estão cada vez maiores e as justificativas são muitas, mas não vou me estender muito nelas porque são todas aquelas que um aspirante a escritor e formando de penúltimo período de faculdade têm.

    Semana passada, fui à FLIP pela primeira vez. Uma ótima experiência: gente boa dividindo casa comigo, sarau literário de madrugada, boa comida (fora a pizza, que os paulistas odiaram) e umas cachaças pra esquentar as madrugas frias de Paraty. Depois falo mais sobre isso. Ou não. Por enquanto, vou falar de um livro que ganhei por lá, li a toque de caixa – não por obrigação, mas por prazer – e que foi o grande responsável por me fazer parar o que estou fazendo na vida acadêmica para voltar a postar nesse blog. O livro “O evangelho segundo Hitler”, do paranaense Marcos Peres, vencedor do prêmio SESC na categoria de melhor romance do ano.

    Lá estava eu, andando pelas pedras ingratas do chão de Paraty, quando o Raphael Montes (cuja resenha do livro pode ser vista aqui) me disse: ‘olha, hoje tem a entrega do prêmio SESC. Dá uma passada lá’. Eu já tinha ouvido falar alguma coisa sobre o prêmio SESC. Li o ‘Quiçá’, da Luisa Geisler (que ainda não resenhei) por conta do prêmio e sabia que, quem quer que fosse o vencedor, não seria um romance qualquer. Seria no mínimo uma história interessante, seja por forma ou conteúdo. Ou os dois.

    Mas abreviando a história: caí no SESC meio sem querer, ganhei os livros – tanto o romance vencedor quanto o livro de contos estavam sendo distribuídos por moças simpáticas –, peguei autógrafos dos dois autores e o romance logo chamou minha atenção. Em primeiro lugar, pelo título (que, segundo Marcos Peres, não tem nenhuma relação com ‘O Evangelho segundo Jesus Cristo’ de Saramago) e também pela sinopse: segundo a história contada pela orelha do livro, Hitler teria elaborado a ideologia nazista a partir da leitura de Jorge Luis Borges. Essa ideia, por si só, já é incrível.

    Então comecei a ler, curioso para saber o que me esperava. E não me arrependi nem por um segundo de ter colocado todas as minhas outras leituras em segundo plano e ter dado atenção ao Evangelho: logo de pronto, somos apresentados a Jorge Luis Borges – não o escritor, mas um homônimo –, aspirante a escritor que tem o estigma do mesmo nome de um importante escritor argentino e a certeza de que nunca será tão genial quanto o mestre bibliotecário. As coincidências são muitas: desde o nome à aparência física, passando pelos amores e pelas histórias contadas pelos dois Borges, há um jogo de espelhos onde o reflexo (que é nosso Borges-protagonista) sempre parece sublocado ao Borges-bibliotecário, como se fosse uma sombra, sempre encolhido atrás de sua figura principal.

    Pois bem, essa confusão de nome acaba levando nosso Borges-protagonista a ser confundido com o Borges-bibliotecário. Interpelado por um grupo de alemães depois de uma série de desventuras amorosas, Borges-protagonista é tragado para o seio da Alemanha nazista, às rodas secretas e aos símbolos e fantasias megalomaníacas de Hitler, apoiadas por um grupo secreto sempre presente na história da humanidade.

    Os ecos de Umberto Eco são latentes ao longo do romance. Mas, diferente do escritor italiano, Marcos Peres consegue dosar muito bem romance e didatismo, aventura e erudito; em nenhum momento me senti lendo um livro acadêmico – o que aconteceu nas ocasiões em que li o Eco e fiquei com vontade de pular umas vinte páginas de explicações que não fariam diferença no romance –, mas me senti lendo um desses romances policiais vertiginosos que não nos deixam ir embora. E tudo isso com um conteúdo extremamente bem construído. Não sei se Marcos Peres debruçou-se em uma pesquisa do zero com a vida e a obra de Jorge Luis Borges ou se é um desses fãs obsessivos que leu e analisou tudo sobre o autor. Nas duas opções, só consigo dizer parabéns pela ideia e pelas relações estabelecidas entre os contos de Borges e o nazismo.

    A edição está muito bem feita, tanto capa como diagramação. Não achei nenhum erro de revisão escandaloso, nada que tenha ficado na minha memória como algo a ser comentado. Também não tenho nada a comentar quanto a defeitos narrativos: não consegui encontrar nada que mudaria na história que Marcos quis contar.

    Para mim, uma das melhores leituras que fiz esse ano (senão a melhor). Achei muito boa a decisão do prêmio SESC de premiá-lo, mesmo que não seja um livro que trate de brasilidades, mas sim de Alemanha nazista e sociedades secretas. “Evangelho Segundo Hitler” é desses livros que divertem e ensinam, que te mostram uma teoria que a princípio não faz nenhum sentido, mas quando explicada te dá aquele sense of wonder de ‘é, até que isso realmente poderia ter acontecido’. E que te dá vontade de ler Jorge Luis Borges. Eu já peguei meu exemplar velhinho de ‘Ficções’ e dei uma relida. Vou pegar ‘O Aleph’ essa semana na biblioteca pública. E por aí vamos.”

    Fonte: http://leituraseresenhas.blogspot.com.br/2013/07/o-evangelho-segundo-hitler-marcos-peres.html

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    • Hahaha. É bem isso mesmo, Soraya. Quando mais leio, mais minha lista de desejados aumenta. *-*
      Mas o importante é não desistir! kk
      Beijos!

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