Licor de Dente-de-Leão, de Ray Bradbury

Licor de Dente-de-Leão

– Bem – disse Douglas –, vamos conversar sobre algo.
– Sobre o quê?
– Meu Deus, se você vai embora, temos 1 milhão de coisas para falar! Todas as coisas de que falaríamos no mês que vem e no outro mês! Louva-a-deus, zepelins, acrobatas, engolidores de espada!
Ray Bradbury, Licor de Dente-de-Leão, pág. 123.

Sou assumidamente um fã de ficção científica. Nomes como Philip K. Dick, Aldous Huxley, Isaac Asimov, Edgar Rice Burroughs e William Gibson me animam instantaneamente. Não incluído nessa lista por ser o destaque desse texto, outro nome cuja simples menção me passa confiança e curiosidade é Ray Bradbury, um dos maiores escritores de ficção científica. Bradbury é uma figura bem conhecida pelos amantes de sci-fi, principalmente no subgênero distopia, afinal é de autoria dele os clássicos Fahrenheit 451 e As Crônicas Marcianas, ambos publicados pela editora Globo. Mas não foi só na ficção científica que Bradbury foi feliz como escritor, e Licor de Dente-de-Leão (Dandelion Wine) é a prova cabal disso.

O título nacional talvez seja novo para quem já acompanha o trabalho do autor, ou ainda para os leitores mais velhos que já se depararam com outros livros dele anteriormente (me referindo a década de 1990). Isso se dá pelo fato de que o livro já foi publicado aqui no Brasil sob o título de O Vinho da Alegria, título esse que se encontrava esgotado até a metade desse ano, quando a editora Bertrand Brasil resolveu publicá-lo em uma bela edição com tudo novo – capa, título e tradução, esta creditada a Ryta Vinagre, uma das melhores que conheço.

Ray Bradbury - Dandelion Wine

O livro narra a história de um garotinho de 12 anos, Douglas Spaulding, ao longo do verão de 1928, em uma pequena cidade chamada Green Town, no estado de Illinois, EUA. Um belo dia, Douglas se toca de que está vivo, algo óbvio, mas nem tanto. Diariamente fazemos atividades de maneira mecanizada, sem nos darmos conta do que estamos fazendo, e é para isso que o garoto acorda. Douglas percebe que faz parte do mundo e que, por isso, não pode passar alheio a ele, sem vivê-lo, modificá-lo, construí-lo. E nessa construção do mundo vemos o retrato de um garoto em formação. Todos os dias, Douglas e seu irmão, Tom, vivem as mais diversas aventuras, cada dia uma nova, ao lado dos personagens mais excêntricos que uma cidade pequena pode comportar. E, como na vida real, tudo é muito imprevisível, lição que Tom sabe muito bem:

– Tom, se este ano passou desse jeito, como será o ano que vem: melhor ou pior?
– Não pergunte a mim. – Tom soprou um melodia em um caule de dente-de-leão. – não fui eu quem fez o mundo. – Ele pensou no assunto. – Mas alguns dias eu sinto que fui. – Ele cuspiu com felicidade. (p. 260-1)

O cenário, os personagens e as próprias histórias vividas por eles não surgiram do nada na mente de Bradbury. Muito, ou a maior parte, veio de suas lembranças e vivências próprias durante sua infância e adolescência. Não precisa se esforçar muito para constatar que se trata de um romance semi-autobiográfico. Primeiro, porque o autor já alerta o leitor na introdução do livro: “Eu estava reunindo imagens de toda a minha vida, armazenando-as e me esquecendo delas. De certo modo, tive de retornar, tendo as palavras como catalisadoras, para abrir as lembranças e ver o que tinha a oferecer” (p. 8). Segundo, porque o livro fala por si só. Douglas é o nome do meio de Ray Bradbury e Spaulding é o sobrenome do seu pai, embora ele não o usasse publicamente como o da mãe pelo qual é conhecido. Green Town, por sua vez, é a versão fictícia de Waukegan, cidade onde o autor cresceu.

Ray Bradbury, ilustrado por Lou Romano (designer de produção de "Os Incríveis")
Ray Bradbury by Lou Romano (Os Incríveis)

Mesmo com todo o seu teor semi-autobiográfico, Licor de Dente-de-Leão é uma obra difícil de classificar, dada sua complexidade e completude. A obra é prosa, mas emana poesia de suas palavras. É romance, mas ao mesmo tempo são contos, isso porque a cada capítulo temos uma história diferente, tendo como ligação apenas a interação de Douglas, Tom e seus amigos. É uma ficção realista baseada em memórias, mas ao mesmo tempo dialoga com o realismo fantástico, flertando com o sobrenatural que habita na mente das crianças, nesse caso de Douglas e Tom (e em primazia, do próprio Bradbury).

Algumas das histórias contadas nesse livro já haviam sido publicadas anteriormente na forma de contos, inclusive a que dá título ao livro, Dandelion Wine. Além disso, o autor faz referências à sua veia de ficção científica, ao inserir elementos na narrativa que remetem à tecnologia, elemento marcante do gênero que o imortalizou. Douglas entra constantemente em fascínio com elas, seja a Máquina Verde, uma espécie de transporte comandado por suas senhoras, ou a Máquina da Felicidade, a qual um inventor passa parte de sua vida tentando construir, ou ainda a Máquina do Tempo, que nada mais é do que uma analogia às lembranças que aguçam e dão sentido à velhice.

E por falar em velhice, o livro é pura nostalgia e saudosismo. A nostalgia, em especial, parece emanar das páginas e afogar o leitor numa incursão particular pelas suas próprias lembranças e saudades, de tempos, lugares, pessoas. Constantemente, na maioria das mini-histórias, o autor confronta a infância com a velhice, retratando a ingenuidade e vivacidade da primeira e o saudosismo e experiência da segunda. Histórias como a de um senhor que liga para um lugar distante para lembrar dos sons de sua juventude, do jovem repórter que se apaixona por uma idosa de 95 anos ou ainda da mulher que ninguém acreditava ter sido jovem um dia.

Além disso, o autor retrata o amadurecimento, o valor da amizade, a importância da família e muitos outros valores sociais, que foram se perdendo ou se modificando ao longo do tempo, e dos quais muitos de nós (que já tem mais de 20 ou 30 anos) se recordam com esse mesmo saudosismo. É impossível não rir e ao mesmo tempo se emocionar. Para mim, há uma cena em particular na qual Douglas descobre que um dos seus melhores amigos, John Huff, vai se mudar para outra cidade, e os dois resolvem passar um tempo juntos. Nesse encontro John pede para Douglas fechar os olhos e adivinhar a cor dos seus olhos como uma forma de ter certeza de que ele lembrará de cada detalhe dele, ou ainda quando eles atrasam o relógio numa tentativa de passarem mais tempo juntos.

Eu me sinto bem por ter lido esse livro agora, mas é um livro que com certeza irei reler aos 30, aos 40, aos 50, 60, 70, 80 e aos 90 anos, e até mesmo depois disso, se eu chegar até lá. Licor de Dente-de-Leão é, como na metáfora do próprio livro, uma bebida para ser tomada ao longo do tempo, como meio de garantir que o passado foi real. É a bebida que carrega consigo as lembranças felizes dos tempos de outrora. Assim, Green Town é um lugar para ser revisitado, periodicamente.

As aventuras por Green Town não se restringem a Licor de Dente-de-Leão. Bradbury escreveu em 2006 uma continuação para esse livro, sob o título Farewell Summer, ainda inédito por aqui. No entanto, em 1962 o autor escreveu outro livro, que embora com história e personagens distintos, também se passa em Green Town, Algo Sinistro Vem por Aí (Something Wicked This Way Comes), publicado por aqui também pela Bertrand Brasil. Juntos os três títulos forma a Trilogia Green Town. Em 2008, o autor lançou um quarto livro relacionado a essa cidade fictícia, Summer Morning, Summer Night, que são 27 pequenas histórias ambientadas em Green Town, das quais 17 nunca haviam sido publicadas. Esse volume também continua inédito por aqui.

Sem necessidade de acrescentar mais alguma coisa, é notório que eu me apaixonei por este livro, e ainda mais pelo autor. Sem dúvidas entrará para minha lista (mentalizada) de melhores livros lidos esse ano. Recomendo muito, e recomendo um pouco mais ainda.

Curiosidades:

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  • O conto Dandelion Wine, que originou esse romance, foi publicado pela primeira vez em junho de 1953 na revista Gourmet. O título se refere a um licor feito a partir das pétalas de dente-de-leão e outros ingredientes, geralmente cítricos.
  • Pouca gente sabe, mas esse livro de Bradbury já foi adaptado para o cinema na Rússia em 1997, sob o título Vino iz Oduvanchikov, escrito e dirigido por Igor Apasyan (imagem ao lado).
  • Em 2011, os produtores hollywoodianos Mike Medavoy e Doug McKay anunciaram uma nova adaptação de Dandelion Wine para o cinema com previsão de estreia para 2014.
  • Em 1988, Ray Bradbury escreveu uma adaptação de Dandelion Wine para o teatro. Já em 2006, a trama foi adaptada para uma dramatização em áudio, na rádio Colonial Radio Theatre on the Air, com direção de Nancy Curran Willis.
  • Em 1971, os astronautas da missão lunar Apollo 15 nomearam uma das crateras da lua de “Dandelion Crater” em homenagem a este romance de Bradbury.

Sequência de publicação/Cronologia da série:

  1. Algo Sinistro Vem por Aí (Something Wicked This Way Comes, 1962);
  2. Licor de Dente-de-Leão (Dandelion Wine, 1957);
  3. Farewell Summer (em inglês, 2006);
  4. Summer Morning, Summer Night (em inglês, 2008).

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Ficha Técnica

Licor de Dente-de-LeãoTítulo: Licor de Dente-de-Leão
Título original: Dandelion Wine
Autor(a): Ray Bradbury
Editora: Bertrand Brasil
Tradução: Ryta Vinagre
Edição: 2013 (1ª)
Ano da obra / Copyright: 1957
Páginas: 266
Sinopse: Para a maioria das pessoas pode ser óbvio, mas será que elas já se perguntaram se estão realmente vivas? Essa questão é o ponto de partida do memorável romance de Ray Bradbury e o momento que marcou o início do verão de 1928 na vida do protagonista Douglas Spaulding, de doze anos. Na cidadezinha de Green Town, no interior dos Estados Unidos, alguns personagens extraordinários se unem nesse verão tão especial na vida de Douglas: o inventor que redescobriu os prazeres da vida ao construir a Máquina da Felicidade; o jovem repórter que se apaixonou por uma idosa de 95 anos; o contador de histórias que conseguiu falar com o passado telefonando para um lugar distante.

Onde comprar:
SubmarinoSaraiva | Cultura | Estante Virtual

46 comentários

  1. A julgar pela resenha, o livro deve ser mesmo interessante! Será que o título em Portugal é o mesmo? Vou investigar sobre o autor, obrigada pela partilha!

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    • Olá,
      O livro é ótimo, acredito que você vai adorar. O autor em si é excelente. Quanto ao título do livro em Portugal, eu acho que ele foi lançado como “A Cidade Fantástica” .
      Abraços!

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  2. Sua resenha ficou maravilhosa, Ademar!
    Consegui reviver toda a emoção e saudosismo do livro através de duas palavras.
    Realmente, uma narrativa muito linda, nostálgica e especial!
    Adorei as curiosidades que você foi colocando ao longo do texto, complementou ainda mais o conteúdo da resenha.

    E fico mega feliz que tenha gostado do livro 😀

    Beijos!

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    • Oi Duda,
      Fico muito feliz com sua opinião sobre minha resenha, de verdade.
      Esse livro mexeu muito comigo, e fico feliz por ter pegado a dica no seu blog, obrigado mesmo.
      Que bom que gostou.
      Beijos

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  3. Sua resenha me fez lembrar que tem muito tempo que não leio um livro de ficção científica, mais tempo ainda que não pego um tão bom quanto esse.
    Adorei a forma que você expressou curiosidades sobre o livro, enfim resenha perfeita e fiquei morrendo de vontade de conferir o livro.

    Beijo
    Fernanda – Leitora Incomum

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    • O Fê,
      Bom vê um comentário seu por aqui. ;D
      Eu tava precisando mesmo ler algo do tipo, se bem que não é exatamente ficção científica. Mas é excelente.
      Acho que você ia gostar.
      Beijos

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  4. Adorei a resenha, fiquei com vontade de ler esse livro, mas se bem que não sou de ler muito Ficção científica. Mais enfim acho que vou dar uma chance pra este ai!

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    • Oi Gi,
      Que bom que gostou.
      Então, apesar de o autor ser consagrado na ficção-científica, esse livro especificamente não é desse gênero.
      Acho que você deve dá uma chance sim.
      Beijos

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    • Oi Soraya,
      Eu acho mesmo que você vai adorar. Pelo que já conheço do seu gosto literário, essa vai ser um ótima experiência pra você.
      Se conseguir lê-lo em breve me avisa.
      Beijos

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  5. hahahahaha
    Isso é que é paixão!
    Engraçado como a gente se empolga escrevendo uma resenha de um livro que gostou muito, né?!
    Adorei a sua resenha, embora ainda não tenha me decidido se quero ou não ler o livro! hehehe
    beijos
    Camis

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    • Oi Camis,
      É verdade, esse me empolgou demais. Um dos melhores livros que eu li esse ano, hahahaha…
      Eu acho que você ia gostar. Infelizmente, algumas pessoas associam ele à ficção-científica, por ser do Bradbury, mas esse livro não é de sci-fi como outros títulos dele.
      Vale a pena.
      Beijos

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  6. Que resenha linda! Nunca li nada do Bradbury e não sou muito entendida dos grandes mestres da ficção científica, é um gênero que ainda não explorei de verdade, digamos assim. O que mais me chamou atenção neste livro foi o flerte com o realismo fantástico e, claro, o próprio enredo que envolve toda uma história de vida, nostalgia, tempo. Deu realmente vontade de ler o livro.

    Um beijão, Livro Lab

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    • Oi Aline,
      Sempre bom te ver por aqui. ;D
      Então, eu sempre tive curiosidade pela obra do Bradbury, principalmente porque sou apaixonado por ficção-científica. No entanto, esse livro do Bradbury, em especial, não é desse gênero, embora faça referência a ele.
      Sim, o livro flerta com o realismo fantástico e isso é feito de forma muito bacana pelo autor, um mestre. O livro é maravilhoso, principalmente para quem curte histórias nostálgicas.
      Beijos

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  7. A-M-E-I! Me arrepiei com essa história! Amo fantasia, sou fã dessa pegada nostálgica, sou fã desses questionamentos, enfim, super convencida a ler! *-* Eu estou terminando “O oceano no fim do caminho” talvez não tenha nada a ver, mas me peguei lembrando dele. Estou amando o livro, de verdade, mais um motivo para ler Licor de Dente de Leão. Ah e eu gosto mt de sci-fi tbm, vou pesquisar sobre outras obras de Ray Bradbury.
    Boa resenha, adorei o cuidado e até os fatos expostos, como curiosidades ^^

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    • Oi Vanessa,
      Que bom que se convenceu a ler esse livro, pela minha resenha. Vá em frente, vale muito a pena.
      Se você gosta de histórias nostálgicas vai se deliciar com ela, ou se emocionar, e muito.
      Eu li “O Oceano no Fim do Caminho” também e adorei, este do Bradbury é tão bom quanto.
      Obrigado por ler e comentar.
      Beijos

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  8. Fiquei super curiosa para ler esse livro.
    A maneira em que você escreveu essa resenha Ademar me fez ficar curiosa para ler esse livro.
    Parabéns pela resenha está fantástica.

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    • Oi Ana,
      Que bom que despertei sua curiosidade, era a intenção, afinal, esse livro é muito, muito bom.
      Obrigado pelos elogios à resenha, fico feliz que tenha curtido.
      Beijos

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  9. Ótima resenha! Não sou muito fã desse tipo de gênero, depende muuuito mesmo do livro, mas sua resenha me despertou curiosidade, a história parece ser interessante, então queria poder ter a oportunidade de ler este livro!

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    • O Lah,
      Olha se você não gosta desse tipo de livro, talvez acabe não gostando desse. Mas acho bem difícil você não se identificar ou se emocionar com uma coisa ou outra.
      Vale arriscar.
      Beijão

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    • Oi Beatriz,
      Se você nunca leu nada nesse estilo, então acredito que será uma experiência única. Tente, depois me conta o que achou.
      Beijos

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    • Oi Melisa,
      Eu não sabia desse livro até pouco tempo. Eu já tinha ouvido falar em “O Vinho da Alegria”, primeiro título dele aqui no Brasil. Quando soube que essa era uma nova edição fiquei louco pra ler.
      Tente ler também, vale a pena.
      Beijos

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  10. Li a resenha e percebi que o livro é muito interessante, gosto de livros de ficção científica embora esse não aborde o tema especificamente mas só por ser escrito por Ray então… quero ler esse livro.

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    • Oi Jakeline,
      O livro é muito interessante sim. O Ray é demais mesmo, preciso outros títulos dele.
      Quando ler me diz o que achou.
      Beijos

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  11. Bom dia. Pela sua empolgada e entusiasmo com a obra, não tem como não me apaixonar por este livro. Cada comentário feito me deixou muito curiosa com a história e os personagens. Ansiosa pra conhecer mais. Obrigada pela indicação de tão incrível obra. Beijos.

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    • Oi querida,
      Que bom que gostou dos meus comentários, obrigado pelos elogios.
      Acho que você vai adorar a leitura, é uma experiência única.
      Beijão

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  12. Nossa fiquei realmente envolvida com a sua resenha. Adoro ler ficções cientificas e com certeza essa despertou meu interesse, planejo le-la em breve. Obrigada!

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    • Oi Stella, obrigado mesmo pelo elogio. Fico feliz que tenha gostado.
      Pode colocar o livro na sua lista, sem medo.
      Beijos

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  13. Esse livro deve ser muito bom mesmo, a sua resenha deixou isso bem perceptível. Só conhecia, das obras, dele Fahrenheit 451, mas com certeza vou ler Licor de Dente-de-Leão. Ela tem um quê de questões filosóficas, autobiográficas e ainda o lado da ficção científica, adorei essa junção.
    Enfim, despertou muito minha vontade de lê-lo.

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    • Oi Stella,
      Eu adorei o livro, como deve ter notado, rsrs
      Eu ainda não li Fahrenheit 451, mas tenho muita vontade, está na minha lista.
      Acho que você vai curtir muito a leitura.
      Beijos

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  14. Eu não conhecia o livro e mesmo com o título anterior, não me lembro! Mas adorei a historia, gostei muito de saber que é um livro onde o autor coloca algumas memórias da sua infância no meio, isso dá veracidade a historia. Sua empolgação me contagiou e fiquei com muita vontade de ler, espero poder fazer isso em breve. Excelente resenha! 🙂

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    • Oi Adriana,
      Eu só conhecia o livro com o título anterior, como indicação de uma amiga.
      Mas adorei este título também, acho que gosto mais dele.
      Feliz de ter contagiado você. Não deixe de ler o livro.
      Beijos

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  15. Raramente leio uma resenha com tantas informações acerca do livro como essa – e olha que leio várias em vários blogs diferentes.
    Você é mesmo um grande fã do autor e grande conhecedor dessa obra.
    Não conhecia esse clássico, assim como, nunca li nada do Bradbury, mas um dia acho que lerei o Farenheit 451 pois meu irmão tem esse.
    Mas se pintar a chance leio esse também pois parece ótimo, adoro contos.

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    • Oi Shadai,
      Nossa, fiquei lisonjeado com os elogios, rsrs…
      Obrigado por comentar.
      Então, eu também estou com vontade de ler Fahrenheit 451, se você conseguir ler me diz o que achou.
      Abraços

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  16. Gostei muito da resenha! Não conhecia nem o livro nem o autor e sua resenha me ajudou a conhecer ambos. Fiquei interessada no livro e pretendo lê-lo caso tenha uma oportunidade!!

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    • Oi Thicy,
      Que bom que gostou da resenha, fico feliz.
      Se ficou interessada, não deixe de lê, o livro vale a pena.
      Beijão.

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  17. Olá…. O nome do livro já me chamou bastante atenção.. li algumas resenhas em outros blogs, assim como no skoob e fiquei com bastante vontade de ler… estou querendo mudar o foco das minha leituras pra esse gênero e parece que esse é um bom livro pra começar. sua resenha foi ótima, deu pra ter uma boa ideia do que me espera no livro..

    adnnama@yahoo.com.br

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    • Oi Amanda,
      Eu também fui fisgado pelo título e pela capa, logo que os vi.
      Fico feliz que tenha gostado da resenha.
      Boa leitura, viu?
      Bjs

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  18. Adorei a sua resenha, ler ficção científica para mim que sou uma leitura de romances e distopias é sempre um pouco mais difícil, mas acho que vou gostar do livro, principalmente pela parte das filosofias, que é o que mais leio depois dos romances e distopias, e se for realmente tudo isso que você resenhou não só vou gostar como vou recomendar.

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    • Oi Camila,
      Então, como você já ler não há tanta dificuldade para ler ficção-científica. Em geral, a maioria das distopias são um tipo de ficção-científica, sendo que as maiores obras desse gênero, por exemplo, são distopias. Entre elas destaco a obra de Ray Bradbury, George Orwell, Philip K. Dick, etc.
      Acho que você vai se sair bem sim, e acho que vai adorar.
      Beijos

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