Dia Internacional da Não Violência

Laura-Strapazzon-Carlesso-Todos-juntos-cada-um-do-seu-jeito-vamos-cuidar-do-nosso-planeta.-Assim-tornando-o-futuro-e-o-nosso-mundo-em-um-lugar-melhor.
Desenho da estudante Laura Strapazzon Carlesso: “Todos juntos, cada um do seu jeito, vamos cuidar do nosso planeta. Assim tornando o futuro e o nosso mundo em um lugar melhor”, do concurso “Cartaz da Paz” do Lions Clube Tangará.

Este dia, 30 de janeiro, também é lembrado como o Dia Internacional da Não Violência, foi assim proclamado pela ONU em homenagem a Gandhi, cujo assassinato ocorreu nessa data, em 1948. Gandhi foi responsável por causar uma das maiores revoluções na história sem levantar armas de fogo. Essa data trata-se de uma iniciativa voltada à educação para a paz, a solidariedade e o respeito pelos direitos humanos.

A violência é um tema muito controverso; apontar os culpados? (ao menos sabemos?). É necessário e importante que não nos esqueçamos das atrocidades que vem ocorrendo em todos os cantos do país (e além). Na maioria das vezes, acabamos ficando indiferentes aos acontecimentos reais, que de tão frequentes nos noticiários, banalizaram-se. A violência tornou-se habitual, um fato ordinário da sociedade contemporânea. Por isso assuntos que abordam esse tema são ignorados, principalmente aqueles com o potencial de atrapalhar a felicidade incessante no mundo virtual, a Terra dos Sonhos, onde só existem amigos, likes e pessoas felizes; seguras em sua zona de conforto, permanentemente conectadas à rede seja em casa, no trabalho, no carro ou mesmo em shopping centers.

Fora desse meio, contudo, são lamentáveis as condições para os pedestres, os ciclistas e aqueles que dependem apenas do transporte público para se locomover. O mundo real, enfim. Perigoso, cheio de enfrentamos e agressões irreversíveis. Um caso recente que chocou a sociedade (o suficiente?) foi a morte de uma menina de 6 anos de idade que foi queimada viva num ônibus no Maranhão, em 3 de janeiro de 2014. Não é um fato isolado e já houve muitos parecidos ou até piores. Esse caso, no entanto, causou um grande impacto em mim e um sentimento maior ainda de impotência, e hoje meus pensamentos trouxeram à tona essa imagem novamente. Acredito que eu não consiga imaginar a dor da criança ou mesmo a de sua família, mas ver seus familiares desmanchando-se em tristeza e revolta, isso revolveu um pouco minha dor, minha inconformação, e fez com eu sofresse com eles, por essa menina, que poderia ter uma vida toda pela frente, e por todos os casos parecidos e desconhecidos.

Não acredito que essa mensagem vá sacudir o mundo e salvar as próximas vítimas do descaso da sociedade contemporânea, pois todos carregamos uma fração de culpa, mesmo que não se admita. Só quero manifestar um de meus maiores desejos para o futuro: por mais paz e empatia no mundo. E mesmo sem ter conhecido a Ana Clara Santos Sousa, a criança que mencionei anteriormente, eu não a esquecerei, e espero que não nos esqueçamos de todas as vítimas da violência e da nossa omissão. Essa mensagem não é um apelo, mas uma cicatriz.

Anúncios

Deixe um Comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s