A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars, 2014)

A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars, 2014)

[…] Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.
John Green, A Culpa é das Estrelas, Cáp. 20.

Há alguns meses fiz a leitura de A Culpa é das Estrelas (apesar da resenha ter saído somente a poucas semanas), apenas com o objetivo de conhecer a história antes de assistir o filme que estava prestes a estrear. (In)Felizmente é quase impossível não compará-las e classificá-las em “melhor que” e/ou “pior que”. No entanto, meu objetivo é sempre analisar os dois trabalhos separadamente, por motivos que já citei em textos anteriores: tipos de mídias diferente e consequentemente de linguagem diferente, tipo de público diferente, entre outros aspectos que nos fazem sempre preferir uma à outra.

Como não é mais novidade, John Green conquistou uma multidão de fãs com a linda história entre um casal que vive a mercê do câncer. Mas como seria essa história nas telonas? E é nesse ponto que fiquei receoso, pois drama de pessoas que vivem com câncer já vem sendo trabalhado nas telonas (e consequentemente emocionando) desde sempre. Quem não se lembra de histórias como: A Cura (The Cure, 1995), Uma Lição de Vida (Wit, 2001), Doce Novembro (Sweet November, 2001), Um Amor para Recordar (A Walk to Remember, 2002), Uma Prova de Amor (My Sister’s Keeper, 2009), 50% (50/50, 2011). Mas, se não me falha a memória, ACEDE é a primeira história onde as duas partes do casal são afetados pela doença.

Shailene Woodley (Hazer) e Ansel Elgort (Gus), em cena no filme.
Shailene Woodley (Hazel) e Ansel Elgort (Gus), em cena no filme.

Relembrando a história: Hazel Grace Lancaster tem 16 anos e foi diagnosticada aos 13, com um câncer na tireoide em estágio avançado. Já Augustus (Gus) Waters, também aos 16, possui o diagnóstico de osteossarcoma. Durante uma das reuniões do grupo de sobreviventes ao câncer, onde Hazel vai por incentivo da mãe e Agustus por aceitar o convite de um amigo [Isaac], eles acabam se conhecendo e, consequentemente, se apaixonando. Sim, isso acontece rápido mesmo.

Ainda nessa fase de aproximação de ambos, Gus descobre que Hazel tem um livro/autor favorito e que seu desejo é conhecê-lo para que ela pudesse tirar algumas dúvidas sobre o final [aberto] da história. Esse desejo, associados a uma série de argumentos românticos serve como base para que o casal viaje para Amsterdã, local onde boa parte da história acontece. Mas não irei enveredar por esse caminho, pois acabarei desvendando os poucos dramas e mistérios relevantes na história. O que posso dizer, além disso, é que essa é a parte mais linda da história.

A trama foi dirigida por Josh Boone (Ligados Pelo Amor, 2012) e protagonizada por Shailene Woodley e Ansel Elgort (ambos de Divergente, 2014). Apesar de formarem um casal muito lindo, sempre imaginei a Dakota Fanning interpretando a Hazel. O roteiro, assinado por Scott Neustadter e Michael H. Weber (ambos de 500 Dias com Ela, 2009), seguiu a essência do que foi idealizado por John Green, mas de certa forma me encantou mais. O filme em si me agradou mais.

A Culpa é das Estrelas  (The Fault in Our Stars, 2014)
Na sequência, Ansel Elgort (Gus), Nat Wolff (Isaac) e Shailene Woodley (Hazel), em cena do filme.

A interpretação da Shailene fez com que a Hazel ficasse mais admirável (leia-se menos pedante) e, consequentemente, sua história mais emocionante. Quanto ao Elgort, que até então eu não sabia da existência, desenvolveu um “Gus” perfeito. Todos os olhares e sorrisos que imaginei estavam lá, assim como todo o carisma e charme também. Mas a grande surpresa para mim foi a escolha do Nat Wolff como Isaac. Não que eu o conhecesse ou admirasse, mas ele deu vida a um personagem importante para a formação do casal, mas que John Green esquece no livro.

Dentre as características técnicas, as quais conheço superficialmente, gostaria de mencionar que a fotografia é belíssima, principalmente durante a viagem à Amsterdã. A construção da sequência das cenas também é outro ponto forte, ou não possuem erros gritantes [eu estava emocionado demais para perceber]. Falando em emocionar, Boone foi competente ao montar uma trilha sonora bem voltada para o folk, onde fizeram parte artistas como: Ed Sheeran, Jake Bugg, Charli XCX, Tom Odell, Birdy, entre outros grandes.

Sem mais pompas e firulas, ACEDE traz uma história bem verossímil e, apesar dos dramas, bem divertida. O elenco foi competente e conseguiu mostrar como os jovens casais se comportam nos dias atuais, independente de sua condição de saúde. Emocionante na medida certa, Josh Boone traz um filme que se sustenta sozinho, e que iria fizer sucesso com e sem a assinatura do John Green.

Trailer (Legendado)

Sorteio (Resultado)

Sorteio - A Culpa é das Estrelas

Finalmente saiu o resultado do sorteio da blusa feminina, tamanho M (único), “Okay? Okay.” cedida pela loja Feedback. Sei que devíamos ter postado o resultado há alguns dias, mas pelas festas de fim de ano não foi possível, e também porque estávamos aguardando essa resenha ficar pronta para postarmos tudo junto. Mas, chega de delongas, a ganhadora é:

Sorteio - Okay, Okay. (Resultado)

Parabéns, Silvia Câmara. Vamos te mandar um e-mail com todos os detalhes para o recebimento do seu prêmio. Obrigado a todos por terem participado!

Postagens relacionadas

Ficha Técnica

A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars, 2014)Título: A Culpa é das Estrelas
Título Original: The Fault in Our Stars
Direção: Josh Boone
Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber
Gênero: Romance, Drama
País: Estados Unidos
Ano: 2014
Duração: 125 min.
IMDb: Adicionar
Sinopse: A história conta-nos como Hazel e Augustus Waters se apaixonam quando se conhecem num grupo de apoio e a maneira extraordinária como ambos encaram o pouco tempo que têm para aproveitar a vida. As vidas de Hazel e Augustus vão sofrer uma inesperada e incrível reviravolta como nunca tinham sonhado, quando juntos vivem uma pequena eternidade recheada de amor, coragem e esperança, capaz de tocar qualquer um. Inspirado no romance best-seller do premiado John Green o filme explora uma contagiante e divertida aventura de dois adolescentes em fase terminal.

Anúncios

2 comentários

Deixe um Comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s