| TOP 5 | Motivos para ler “Raphael Montes”

Raphael Montes e Eu
Encontro com autor, no aeroporto em Teresina-PI, durante sua viagem pelo Nordeste.

Setembro é um mês muito importante para mim, pois é nele que completo meus ciclos de vida, a cada dia 26. Como se isso já não fosse felicidade suficiente, em Setembro também é aniversário do meu pai (15), da nossa parceira e amiga Vanessa Lemos (16) e de três dos meus escritores favoritos: Agatha Christie (15), Stephen King (21) e, o também amigo, Raphael Montes (22) — que só é um ano e quatro dias mais velho que eu.

Como forma de homenagear e parabenizar esse último, que hoje completa 25 anos, decidi criar esse “TOP 5”. Esta lista tem o intuito de apresentar um pouco suas obras já publicadas e, quem sabe, motivá-los a dar uma chance a esse autor que tanto admiro. Vamos então aos principais motivos para ler Raphael Montes?!

1 – Personagens bem construídos (e complexos)

Nos dois romances do autor, tempos personagens bem desenvolvidos e com personalidades próprias. Em ambos, temos personagens jovens com problemas bem atuais, onde nos pegamos fazendo comparativos com pessoas próximas a nós, o que chega a ser assustador em certos momentos. E, apesar de bem reais, Raphael consegue trazer à tona o pior do ser humano em seus personagens. Gosto sempre de citar Suicidas como o melhor livro do autor, porque ele consegue desenvolver bem nove personalidades jovens (e todos os seus principais dramas) e ainda apresentar o sofrimento dessas famílias a partir da morte dos mesmos. Mas Dias Perfeitos não fica atrás, pois nele somos apresentados à vida (e mente) do estudante/psicopata Téo.

2 – Versatilidade Narrativa (e de ambientação)

Quem conhece pelo menos os plots dos livros do Raphael sabe que seus três livros possuem ambientações e propostas narrativas bem distintas. O primeiro deles, Suicidas, possui um cenário bem restrito: basicamente um porão de uma casa e uma sala de interrogatório. Quanto à narrativa, neste temos uma linguagem mais crua, bem comum aos jovens. No segundo livro (Dias Perfeitos), por sua vez, temos uma espécie de road book entre em Teresópolis, Ilha Grande e Paraty, respectivamente, somado às cenas internas em um hotel. Como temos um romance, a narrativa é um pouco mais poética que no primeiro, mas ainda assim é bem direta e visceral. No último, O Vilarejo, já temos contos (e não mais romances) onde sete histórias são ambientadas num mesmo espaço geográfico, de narrativa bem mais visceral que os dois primeiros. Só lembrando que Raphael Montes já havia publicado contos avulsos em algumas coletâneas e uma coletânea própria saiu em ebook pela Saraiva, intitulada O Sorriso do Homem Mau e Outros Contos Policiais.

3 – Boa quantidade de Referências

Durante a leitura, os jovens estão sempre fazendo menções a escritores e títulos de livros. Mas só cheguei a perceber a influência dessas referências para o texto durante a leitura de Dias Perfeitos, onde Téo (protagonista), na tentativa de conquistar Clarice, dá-lhe um livro da autora homônima e, de certa forma, compara a personalidade difícil e incompreendida das duas. Para aqueles mais atentos, também podemos encontrar influência dos escritores policiais favoritos do autor: Patricia Highsmith e Agatha Christie.

4 – Mix de Suspense/Thriller/Policial

Raphael Montes
Raphael Montes

Em todos os livros já publicados pelo autor, temos uma mistura de gêneros narrativos, o que eu interpreto como algo positivo. Apesar de serem categorizados como Romances Policiais, as histórias não têm um crime com investigações e afins, como eixo central. Ao invés disto, temos eventos dessa natureza, mais voltados principalmente para analisarmos questões de ordem comportamental dos personagens, ou seja, acabamos nos interessando mais com as motivações do que pelo delito em si. E são esses segredos que são curiosidade e fluência para a leitura, caracterizando-os como suspenses e thrillers.

5 – “Suicidas” está sendo adaptado para o teatro

Lendo Suicidas, meu favorito!
Lendo Suicidas, meu favorito!

Recentemente vi no Instagram, que o meu livro favorito do autor, Suicidas, está sendo adaptado para o teatro. Segundo informações coletadas na página oficial do espetáculo, no Instagram (@espetaculosuicidas), a peça terá direção de César Augusto e elenco composto por Dan Rosseto (Alessandro), Lorrana Mousinho (Maria João) e Gabriel Chadan (Lucas) e Felipe Palhares (Noel). A estreia nacional está prevista para o dia 07 de Novembro deste ano, no Teatro Viga, em São Paulo-SP. Queria tanto que este espetáculo fizesse uma turnê e viesse se apresentar aqui em Fortaleza-CE. Mas só me resta esperar e torcer!

E ai, pessoal? Gostaram dos motivos? Fui convincente? Espero que se permitam conhecer as histórias incríveis do Raphael, quem ainda não leu nada dele. E se você já leu, concorda comigo? Discorda em alguma coisa? Comente!!

2 comments

Deixe um Comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s