| Resenha | Star Wars: A Missão do Contrabandista, de Greg Rucka

Star Wars - A Missão do Contrabandista (Detalhe)

Antes de ler essa resenha, sugiro que você leia pelo menos os dois primeiros parágrafos da resenha anterior sobre A Arma de um Jedi. Este é o segundo volume da trilogia que narra aventuras inéditas dos protagonistas da trilogia clássica de Star Wars. Assim como o volume anterior, esta se passa entre Uma Nova Esperança e O Império Contra-Ataca, só que um pouco depois. Os protagonistas aqui são Han Solo e Chewbacca que precisam sair em uma missão para resgatar o tenente Ematt, um rebelde encarregado de encontrar uma nova base para a Aliança após a batalha em Yavin 4.

Como disse na resenha anterior, essa trilogia young-adult pertence ao Novo Cânone do Universo Expandido de Star Wars e promete (nas sinopses) pistas sobre o enredo do Episódio VII, O Despertar da Força. Por isso, se você quiser ler a trilogia com esse propósito, deve ficar atento especialmente aos prólogos/epílogos e aos personagens novos. Todos começam e terminam com cenas situadas cronologicamente após O Retorno de Jedi, os personagens relembram e narram aventuras que foram significativas para eles de alguma forma, entre os eventos que vimos nos filmes da trilogia clássica.

SW - A Missão do Contrabandista (1)

Tudo começa com Han Solo, já velho, num bar observando um grupo de mercenários que discute sobre naves espaciais. Quando estes falam na Millennium Falcon, Solo resolve entrar na conversa e lhes conta uma história. É aí que voltamos no tempo, para logo depois da destruição da primeira Estrela da Morte. Nessa época, Han Solo não era um rebelde, apenas um contrabandista cafajeste que só queria saber do seu lucro e ainda devia uma grande quantia ao Jabba, o Hutt. A Aliança está em busca de um novo local para instalar sua base e os Picanços, grupo responsável pela tarefa, foram capturados e mortos. Apenas o tenente Ematt conseguiu fugir. Leia pede para Han e Chewie irem resgatá-lo no planeta Cyrkon, cuja população vive em cidades-cápsula por conta da atmosfera venenosa.

Muito a contragosto, Han aceita com a condição de ser pago por isso, logicamente, afinal a causa Rebelde não é dele, ainda. Tudo seria muito fácil não fosse o fato de haver um grupo de imperiais na cola de Ematt. Quem comanda a caçada imperial é a oficial Alecia Beck, uma mulher implacável, marcada com uma grande cicatriz no rosto e um olho biônico. A partir daí a aventura se desenrola, Han Solo com todo seu jeito blasé e humor ácido precisa provar que sempre cumpre aquilo que lhe é designado, em detrimento da descrença de todos, e que a Millennium Falcon é a melhor nave que qualquer um já viu, ou pelo menos a mais rápida. Além disso tudo, a dupla precisar lidar com um grupo de caçadores de recompensas que está no encalço deles a mando de Jabba.

Esse livro é bem melhor que o anterior, e essa tendência segue em relação ao próximo, que por sua vez é melhor que este. Aqui a aventura segue um ritmo mais frenético que a do Luke e aprendemos um pouco mais sobre a relação de Han e Chewie e sobre a relação destes com sua nave. Além disso, temos um rol de nomes novos para ficar de olho, além de Ematt e Alecia, temos a capitã Delia Leighton e o shistavaneno Curtis, que comandam a nave-bar Miss Fortune. É interessante notar que nos livros do Novo Cânone temos muitas personagens femininas fortes e em papéis de liderança, algo muito bom. Não digo que no Legends isso não aconteça, mas no Novo Cânone há uma representatividade maior e essa é uma das novas palavras-chaves de Star Wars: representatividade.

Alecia Beck é uma vilã interessante, capaz de tudo para conseguir o que quer. Contudo, minha imperial favorita ainda é a Rae Sloane (Um Novo Amanhecer e Marcas da Guerra). Não dá para pressupor muito sobre o enredo do episódio VII com base nesse livro, a não ser o fato de Han e Chewie estarem bem e que preservam velhos hábitos. O livro é dividido em três partes e traz as ilustrações incríveis de Phil Noto, que consegue imprimir em detalhes a aparência dos atores nos filmes. É uma leitura rápida, para passar o tempo e se preparar para essa nova era de Star Wars.

Nota: 💚💚💚💚💛

Trailer Star Wars: O Despertar da Força

Ficha Técnica

Star Wars - A Missão do ContrabandistaTítulo: Star Wars: A Missão do Contrabandista
Título Original: Star Wars: Smuggler’s Run
Autor(a): Greg Rucka
Ilustrações: Phil Noto
Tradução: André Czarnobai
Editora: Seguinte
Edição: 2015 (1ª)
Ano da obra / Copyright: 2015
Páginas: 200
Skoob: Adicione
Leia um trecho: AQUI
Compare e compre: Buscapé | Amazon

One comment

  1. “Esse livro é bem melhor que o anterior” – sem dúvida! Achei ele bem mais divertido também. E a comandante Alecia fez uma boa vilã; cheguei a torcer pra que ela não morresse aí.
    O Greg Rucka conseguiu transmitir com muita fidelidade o que o Han é na tela, além da história ser muito movimentada.
    No momento venho lendo o livro da Leia, mas ele tá paradão; terminei o capítulo 7 e ainda só tá na conversa. Vem sendo bom pelo aspecto de entendermos melhor a Leia, mas tá meio cansativo de ler.

    Curtir

Deixe um Comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s