A obscuridade e a tensão na atmosfera de Loney, de Andrew Michael Hurley

Loney, de Andrew Michael Hurley.jpg

Olá, queridos leitores! Tudo bem?

Essa semana a Editora Intrínseca está promovendo uma semana especial sobre Loney, entre os dias 18 a 22/07, e convidou os blogs parceiros para participarem. Assim, não poderíamos ficar de fora. Cada dia da semana possui um tema específico, seguindo um cronograma criado pela própria editora, e aqui estou para tentar apresentar um pouco sobre A Construção da Atmosfera (o Loney), que é o tema de hoje. Caso você queira acompanhar, a proposta da editora é a seguinte: (Seg. 18) O terror psicológico da história; (Ter. 19) A construção da atmosfera (o Loney); (Quar. 0) Os personagens / A relação entre os irmãos; (Quin. 21) A influência católica do autor, o folclore; e (Sex. 22) Resenha ou Tema Livre. Assim, fiquem atentos às redes sociais e a hashtag #Loney, pois os textos, vídeos e demais formas de divulgação estarão reunidas nela. Mas vamos ao texto de hoje!

Antes de mais nada, quero deixar claro que ainda não finalizei a leitura (li cerca de 70% até o momento em que escrevo isso), portanto as informações contidas aqui dizem respeito apenas às partes que conheço da história. Mas isso já corresponde a muita informação. Acreditem! Para não desperdiçar tanto espaço com enredo, ou outras informações que estarão presentes na resenha no final da semana, deixarei a seguir um trecho da sinopse para que entendam mais ou menos sobre o que se trata Loney.

Cost (Loney)
(Fonte)

Sinopse
Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar. À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera havia pouco tempo. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem.

Pela sinopse já devem perceber que esta é uma história rica em detalhes e simbologias e, por isso, merece ser lida com toda atenção possível. Em especial (e por isso a minha escolha) no que diz respeito a construção da atmosfera sombria e a importância do Loney para a narrativa. Mas aí vem a pergunta, porque ele é importante? Simples, Loney não é só um lugar (que pode ser substituído por qualquer outro), mas um personagem tão complexo quanto qualquer outro presente na narrativa. Além disso, esta não é uma história de terror comum, você não se assustará ou sentirá medo ou nojo das coisas, apenas terá sensações estranhas e o ar ficará mais denso a cada página virada. Acho que os quotes a seguir provam parte do que quero dizer:

Se o lugar tinha outro nome, eu nunca soube, mas os moradores chamavam-no de “Loney” — um estranho pedaço de lugar nenhum entre os rios Wyre e Lune […] (p.13)

Embora pudesse parecer enfadonho e sem atrativos, o Loney era um lugar perigoso. Uma porção indômita e inútil do litoral inglês. Uma foz de baía morta que enchia e vazava duas vezes por dia e fazia de Coldbarrow, um pedaço de terra deserto a um quilômetro e meio da costa, uma ilha. (p.13)

Andrew Michael Hurley
Andrew Michael Hurley

Loney, assim como os demais personagens, também guarda alguns segredos e pretende a todo custo preservá-los. Como os personagens mencionam mais de uma vez e de várias formas diferentes: “Sua maré sobe tão rápido, como uma forma de demonstrar quem está no comando”. E é também por isso que a leitura tem me agradado tanto. Isto é, o suspense não está voltado apenas para a morte, mas principalmente para os mistérios do local. Como podem perceber, a ambientação também é construída a partir da cultura, religiosidade, geografia, entre outros aspectos relacionados aos moradores do local. Pois, uma vez que agregamos significado a algo ou alguém e modificamos nossas vidas por conta disso, automaticamente somos influenciados por quaisquer alterações naquela estrutura. Ou pior, somos influenciadores ao impor determinada estrutura a alguém.

E é basicamente isso que acontece em Loney, o autor construiu um local e sociedade com regras invioláveis onde a não adequação a essa estrutura pode trazer grandes desconfortos (ou problemas, como preferir). Podemos perceber isso através da relação entre o narrador e o local. É inquestionável a influência que aquele lugar exerce sobre Smith, quanto mal Loney fez e ainda faz a ele. Mas isso é tema para outro texto. O que é importante saber é que Loney não é só um lugar ou uma referência qualquer.

Até o momento estou amando a leitura, apesar de não concordar com alguns aspectos. Mas falarei mais sobre isso na minha resenha. Fiquem atentos. Boa leitura para todos e até breve!

Book Trailer

Ficha Técnica

Loney, de Andrew Michael Hurley
Clique para ampliar

Título: Loney
Título Original: The Loney
Autor(a): Andrew Michael Hurley
Tradução: Renato Marques de Oliveira
Editora: Intrínseca
Edição: 2016 (1ª)
Ano da obra / Copyright: 2014
Páginas: 304
Leia um trecho: AQUI
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