| Lista | 3 games de terror (+bônus) para jogar numa sexta-feira 13

Olá, queridos leitores, preparamos esse post super especial dedicado a todos os gamers fãs de jogos de terror, afinal de contas, uma sexta-feira 13 no mês das bruxas merece uma comemoração em grande estilo! ❤

E, para tratar de games, nós convidamos uma apaixonada por jogos de vídeo games e pelo gênero terror em todas as mídias, então deem as boas vindas à nossa autora convidada, Jéssica Lemos, que preparou essa lista extraordinária, ou melhor, aterrorizante, para curtir a sexta-feira 13 à noite…


Quando o dia 13 de qualquer mês cai em uma sexta-feira, esse dia é marcado como o dia do azar, fazendo com que muitas pessoas temam acontecimentos ruins. Entretanto, existem pessoas que, como eu, aproveitam esse dia para sentir medo. Sim, gostamos de sentir medo (leia esta matéria da Revista Galileu e compreenda o porquê dessa obsessão mórbida: aqui). Por isso, nada melhor do que experimentar o medo por meio dos jogos de vídeo games, uma vez que estes viabilizam um mergulho profundo em universos sensoriais que proporcionam o verdadeiro terror.

Confiram esta lista com 3 dicas de games para jogar numa sexta-feira 13:

1. The Evil Within 2

Anunciado na apresentação da produtora Bethesda na E3 2017, a sequência do jogo classificado como “survival horror”, The Evil Within 2, foi lançada oficialmente hoje, sexta-feira, 13 de outubro. A história se passa três anos após os acontecimentos do primeiro game, na qual o protagonista (que pelo que conferi nas primeiras horas de gameplay, tá com a boca mais suja que o bueiro do palhaço do filme IT), o detetive Sebastian Castellanos, ainda procura Kidman, sua ex-parceira de trabalho, em busca de respostas sobre o que ocorreu no Hospital Beacon e a misteriosa organização Mobius.

Finalmente o encontro. (Fonte: Canal do gamer Zangado, youtuber).

Quando finalmente a encontra, Kidman informa que a filha do detetive, Lily, supostamente morta em um incêndio, está viva e presa em um mundo de um plano alternativo, chamado de STEM, e que só Sebastian pode salvá-la. Então, Castellanos entra novamente no mundo STEM, agora moldado como uma cidade aparentemente pacata, Union, para desvendar o mistério em torno do desaparecimento de sua filha e das equipes de resgate da Mobius.

Em Union, você está sendo observado. (Fonte: site STEAM®)

Por que vale a pena?

Dirigido por Shinji Mikami, este mestre que é simplesmente o criador da franquia Resident Evil (quer mais? Ele também dirigiu Dino Crisis 1), este jogo é uma aposta para quem tem estômago forte, pois ele alia uma boa dose de violência gráfica com sustos, apresentando uma trama com plot twists de doer a cabeça e uma bela ambientação. Está disponível para PC, Xbox One e PlayStation 4, com classificação indicativa de 18 anos. O preço do jogo está em torno de R$ 175 (É caro, eu sei…).

Aqueles monstros deliciosamente assustadores que querem seu corpo. (Fonte: site STEAM®)

2. Cuphead: Don’t Deal With The Devil

Já esse jogo, eu humildemente venho aqui dizer: é uma obra de arte. Cuphead: não negocie com o Tinhoso, é um jogo inspirado nos desenhos da década de 30, com ilustrações que desconhecem os limites da realidade. O estilo adotado é o run and gun, e pelas reviews que já vi e li a dificuldade é gostosa de alta.

A história começa como a introdução da leitura de um conto de fadas, apresentando os dois personagens principais, Cuphead (cabeça de xícara) e Mugman (cabeça de caneca), dois jovens que viviam sobre os cuidados de um senhor, Elder Kettle (acho que é tipo o avô deles, já que é uma espécie de bule). Elder sempre alertou os dois quanto aos perigos daquele mundo em que viviam, mas um dia os dois desobedeceram aos conselhos do avô, foram caminhar demais e pararam no Planalto Uruguai.* Brincadeira.

Eles encontram o Cassino do Diabo e ficam maravilhados com a oferta de dinheiro fácil. Sim. O dono do cassino é o Diabo. Os dois irmãos não se intimidam e começam a fazer apostas, demonstrando uma sorte de principiante. O dono do cassino então aparece e faz uma aposta: se eles ganharem, retiram todo o lucro do cassino; porém, se perderem, eles perderão suas almas. Sim. As almas. Mugman, em uma atitude mais racional, não aceita, quando vê, seu irmão Cuphead já está jogando os dados. Eles perdem a aposta. Foi aí que tirei a conclusão do porquê do título: “Poxa, por que não colocaram Cuphead e Mugman?” “Ah, porque quem causou o problema foi o Cuphead mesmo”.

Poxa, Cup, aposta só a tua! (Fonte: Google Imagens).

Eles imploram para que o Demônio não leve as almas deles, perguntando se não tem outra forma de pagamento. O dono do cassino, então, faz a proposta de que eles recuperem os contratos de outros devedores de almas até a meia-noite daquele dia, e, desesperados, os dois saem à procura de Elder para descobrir como conseguir se livrar da venda de suas almas. Não vendo outra opção, Elder dá uma poção para que os dois possam lutar contra os contratantes e reclamar suas almas, enquanto ele tenta procurar outra forma de salvar seus queridos. O interessante desse jogo é: não se deixe enganar, por mais bonitinho que seja, ele é beeeeeem macabro.

No 1º quadro, o pássaro ainda em combate é auxiliado por dois pássaros menores.
Quando ele perde a luta, os dois passarinhos começam então a temperá-lo. Perturbador, não? (Fonte: Canal do gamer Zangado – sou fã, deu pra notar?).

Por que jogar?

Todas as críticas estão sendo bem positivas sobre o jogo, e a riqueza de detalhes nos faz pensar que realmente estamos fazendo parte de um desenho animado. O jogo apresenta modo singleplayer e cooperativo, sendo disponível para Xbox One e PC, e livre para todas as idades (me surpreendi um pouco, mas nossos avós provavelmente assistiam isso e são “mentalmente sadios”, então…). Foi lançado no dia 29 de setembro desse ano e já é um sucesso de vendas. Vale a pena dar uma chance para esse jogo, na live ele está custando R$ 77,45.

(*Planalto Uruguai é um badalado, porém distante bairro de Teresina)

3. Friday The 13th: The Game

A terceira dica é o jogo do Jason. Lógico que ele ia estar aqui. Vocês sacam, vocês são espertos.

Fez sexo? Tá marcada amiguinha… (Fonte: Google Imagens).

Lembro quando lançaram esse jogo em maio, tinham lives direto no youtube e eu adorava assistir. Assistia muito. Fiquei tão impressionada que assisti ao primeiro filme de 1980 – fiz meu noivo também assistir, sendo que ele não é fã de filme de terror como eu (haha) – e me espantei com o vilão. Só digo uma coisa, assistam. E digo mais, joguem. Sexta-feira 13 não é só sobre tripas sendo arrancadas de um corpo, existe o terror psicológico também.

O contexto do jogo e dos filmes é basicamente o mesmo: Jason era um garoto com problemas físicos e mentais que morreu afogado em um acampamento situado perto do lago Crystal. A mãe de Jason sempre culpou os presentes no local pela falta de atenção com o seu filho, que inclusive sofria bullying por causa da sua condição. Jason, então, como uma espécie de maldição, retorna em busca de vingança de todos aqueles que vão curtir no acampamento, assim se tornando um assassino em série. Seus alvos preferidos são aqueles que buscam uma noite “caliente” ao entrelaçar os corpos nus.  rs

Friday the 13th the game jason 02.jpg
Adoro a cara de pânico desse personagem! (Fonte: Google Imagens).

Por que vale meu tempo?

O jogo é multiplayer, e o mais fabuloso é: VOCÊ PODE SER O JASON!! O sistema é quem decide aleatoriamente os personagens, sendo que estes podem se comunicar entre si com uma espécie de rádio comunicador. No decorrer da jogada Jason vai se fortalecendo, ganhando poderes, como percepção do calor de corpos em movimento e teletransporte (massa, não?). Os outros personagens, as vítimas, também podem ser “upados”, melhorando características como disfarce, habilitar mapa, entre outros.

É uma ótima opção para se divertir com os amigos, mas a diversão vem acompanhada de tensão também, pois se bobear, a cabeça de seu personagem vai rolar. O jogo está disponível para Xbox One, PS4 e PC e os preços variam entre R$ 70,00 a 120,00. A indicação é 18 anos e o jogo é em terceira pessoa. Há boatos de que tem para baixar de graça em sites de downloads (Shhh).

(Bônus)

4. The Last NightMary: A Lenda do Cabeça de Cuia 

the last nightmary cabecadecuiaProduzido pela Submersivo Game Studio, empresa piauiense de jogos eletrônicos, esse game traz a narrativa de uma lenda que aterrorizou meus sonhos quando eu era criança: A lenda do Cabeça de Cuia. Essa é uma lenda piauiense (ai que orgulho, né?) que conta a história da maldição de Crispim, um jovem garoto que morava com sua mãe perto do rio Parnaíba. Como sua família era pobre, seu único sustento era provido do rio, e um dia, ao voltar para casa de mãos vazias, sua mãe preparou o que tinha para comer: uma sopa rala com ossos.

Em um ato de fúria, Crispim matou a sua mãe a ossadas, mas, antes do seu último suspiro, ela rogou-lhe uma praga na qual ele iria ficar condenado a vagar pelo rio com a cabeça em formato de uma grande cuia, e só se libertaria quando devorasse sete mulheres com o nome de Maria. Neste jogo, nós controlamos a possível última vítima do Cabeça de Cuia, que tenta fugir pelas matas se deparando com corpos de mulheres atacadas pela besta.

The Last NightMary - a lenda do cabeça de cuia
Ow, a bichinha. (Fonte: Google Imagens).

Por que merece a atenção dos jogadores?

É um jogo criativo, de alta qualidade e com uma proposta inovadora ao explorar o game como uma poderosa ferramenta cultural, por meio da adaptação de uma lenda macabra do folclore nordestino. Além disso, The Last NightMary é em primeira pessoa, e seu estilo é point-and-click de terror, tem finais distintos dependendo das suas ações e consegue perfeitamente criar um clima tenso ao se jogar.

The Last NightMary - a lenda do cabeça de cuia Submersivo Game Studio.jpg
Corre não, pra tu ver. (Fonte: Google Imagens).

Por se tratar de um jogo curto, o preço é aquela maravilha, por apenas R$ 3,99 você tem essa experiência de jogo que foi desenvolvido por estudantes de Computação, Artes Visuais e Jornalismo da Universidade Federal do Piauí. Está disponível na Steam e a classificação indicativa é de 12 anos. Neste link você pode ler uma entrevista com os desenvolvedores do projeto: aqui.

Espero que tenham gostado das dicas, e quem tiver mais sugestões de jogos sobre esse tema fique à vontade para comentar. Até a próxima fase ou próximo jogo!! 🙂


Jéssica Lemos

Jéssica Lemos é mestranda em Química pela Universidade Federal do Piauí – UFPI, apaixonada por games, filmes de terror e cultura asiática.

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