Patch Adams – O Amor é Contagioso (Patch Adams, 1998)

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Nunca é tarde para uma revolução de amor.
Patch Adams

Quebrar paradigmas, ou até mesmo enfrentá-los não é tarefa das mais fáceis, levando em conta que muitos desses modelos são produtos de séculos de experiência. Diante disso, são poucos os que se dispõem a enfrentar esse desafio. No filme Patch Adams – O Amor é Contagioso, dirigido por Tom Shadyac, temos um grande exemplo de um homem em busca de “mudanças”. Esse homem é Patch Adams, interpretado pelo ator Robin Williams – que acredita ser a risada a chave para a melhoria da qualidade de vida.

De início, Patch Adams é apresentado como interno de uma clínica, após uma tentativa de suicídio. Em sua estadia nessa clínica, ele percebe que quase nada é feito para restaurar os pacientes, o que o deixa intrigado. Um dia, de forma hilária, nosso protagonista consegue ajudar o seu companheiro de quarto a enfrentar um de seus medos. Ao auxiliá-lo, ele percebe que se sente bem ajudando as pessoas e resolve deixar o hospício para tornar-se um médico.

Ao conseguir ingressar no curso de Medicina, Patch percebe que a mesma frieza relacional existente no sanatório é encontrada na faculdade, e que os pacientes são tratados como “coisas” e não como seres humanos. Toda e qualquer relação entre médico/paciente é vista com desdém. Percebendo isso, ele decide tornar-se um médico humanista. Seu intuito principal vai ser o de melhorar a qualidade de vida dos seus pacientes, através de boas risadas. Contudo, devido aos seus procedimentos nada convencionais, o personagem central vai ter que suportar duras críticas de seus colegas universitários, além de ter que enfrentar o inflexível reitor da universidade.

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No desenrolar do filme, acompanhamos os desenlaces e conflitos do personagem principal em busca de seus ideais, e percebemos o quanto ele lutou para conquistar seu reconhecimento e respeito. O fato da história ser baseada em fatos reais faz com que despertemos mais interesse ainda em Patch. Não há como não dar risadas e se contagiar com a alegria do personagem.

Como se já não bastasse tantos empecilhos, Patch ainda se encanta por uma de suas colegas de faculdade, Carin Fisher (Monica Potter). Fisher é uma das poucas mulheres que existem na faculdade, e acredita que as “tolices” de Patch só irão atrapalhar que ela seja uma médica de renome.

Em uma entrevista à Revista Veja, Patch Adams foi questionado sobre o que tinha achado da adaptação de sua vida para o cinema. A resposta dele foi a seguinte: “eu gostei do filme, mas achei que poderia ter tido mais emoção, ter sido menos morno”. Apesar da frase do médico, acredito que o filme pode ter faltado qualquer coisa, menos emoção. Principalmente da metade do filme em diante, onde uma desesperança e descrença toma conta do personagem, que apesar de permanecer forte na maior parte do filme, também tem seus momentos de revolta com o ser humano.

Quando estava assistindo ao filme, não pude deixar de perceber a influência dos métodos de Patch pelo mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, temos os Doutores da Alegria, uma ONG que utiliza a figura do palhaço brincando de ser médico, despertando a alegria e o lado saudável das crianças. Seguindo ao pé da letra aquilo que Patch Adams defendia. Temos também, aqui em Teresina, o Projeto Sarapintados.

Patch Adams já fez algumas visitas aqui no Brasil, sempre carregado de bom humor e discursos animadores. Além de dar palestras sobre como deve ser uma relação saudável entre médico e paciente, ele é um defensor da paz, da ecologia e do ensino de amor nas escolas.

O filme em destaque recebeu uma indicação ao Oscar, como Melhor Trilha Sonora de Comédia ou Musical. Recebeu também duas indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme em Comédia/Musical e Melhor Ator em Comédia/Musical (Robin Williams).

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O longa foi inspirado no livro “Gesundheit: Good Health is a Laughter Matter”, escrito pelo próprio Patch Adams e por Maureen Mylander. Patch Adams também é autor de outro livro, intitulado “House Calls: how we can heal the world a visit at time”, consagrado como um guia a todos aqueles que se inspiram na filosofia humanista, seja em hospitais, prisões, abrigos, no convívio familiar, ou até mesmo nas relações trabalhistas.

A história de Patch Adams é cativante e emocionante. Ser agente de transformação e ser movido por sentimentos altruístas e humanitários são as características que tornam a figura principal desse filme tão inspiradora. Essas qualidades deveriam ser indispensáveis a todos. Cuidar do próximo é uma das grandes lições que Patch Adams nos ensina. Mas ele vai além, e nos mostra que a risada não é só o melhor remédio, como também é a “graxa” que lubrifica as relações de amizade.

Ficha Técnica

Patch Adams – O Amor é Contagioso (1998)Título: Patch Adams – O Amor é Contagioso
Título Original: Patch Adams
Direção: Tom Shadyac
Roteiro: Maureen Mylander, Patch Adams e Steve Oedekerk
Gênero: Biografia, Comédia e Drama
País: Estados Unidos da América
Ano: 1998
Duração: 115 min.
Sinopse: Em 1969, após tentar se suicidar, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Ao ajudar outros internos, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Deste modo, sai da instituição e entra na faculdade de medicina. Seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo para expulsá-lo, apesar dele ser o primeiro da turma.

Trailer

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13 comentários

  1. Oi, Nélio!
    Filmes sobre câncer: chorando litros rsrs
    Muito bom o post. Eu admiro muito o trabalho de pessoas que cuidam de gente “especial”, com algum problema de saúde mais grave. Eu nunca vi o filme, mas pelo post, parece ser bem tocante. E eu já vi Uma Prova de Amor milhares de vezes e não canso, de tão lindo que é rsrsrs
    Abraços
    Lucas – Descobrindo Livros

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    • Olá Lucas,

      No filme, o Patch Adams interage muito com as criancinhas com câncer, e com outros pacientes também. Acho que nunca mais verei com os mesmos olhos as pessoas que trabalham com isso, pois o filme encanta e convence. E é emocionante demaaaais!

      Assista ao filme. Acredito que vá gostar. Uma Prova de Amor eu nunca vi, mas já me falaram que é muito bom também.

      Adorei sua assinatura (descobrindo livros, rs.)
      Abraços!

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  2. Eis a inspiração para o meu primeiro romance. Há tempos que vinha querendo ler e não conseguia. Enfim, consegui tempo *-*
    Só começar a escrever.. hehe

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    • Ah, pois já vai começar bem de inspirações. Porque esse filme é maravilhoso, e a história do Patch também. Com certeza, vou querer ler seu romance.

      Fala do seu TCC, né? Deve ter sido um alívio imenso. Daqui um tempo passarei por isso também, rsrs.

      Abraço!

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  3. hoje 18/02/14, eu e minha turma do nono periodo de pedagogiana uea, em tabetinga am, assistimos esse filme, claro que eu nao era a primeira vez que assistia mas a emoção é sempre a mesma, e por incrivel que pareça,eu que sou apaixonada pela educação fiquei imaginando um professor que se comportar dessa maneira, sem pensar em nada em troca só com o resultado do seu trabalho. e foi exatamente um trabalho isso que nossa querida prof pediu para fazer uma ligação entre os dois, eu amei. muito obrigada pelo o filme.

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  4. Foi a primeira vez que assistir o filme, mas confesso que amei…história linda e emocionante. Agradeço a minha querida professora Darcimar que compartilhou com a turma.

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  5. Nao vi uma critica sobre este filme minha professora pediu uma critica mas não consigo faze critica sobre um filme tá o lindo só faço elogios

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