Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick

Androides Sonham Com Ovelhas Eletricas

Perguntar ‘sua ovelha é genuína?’ seria, possivelmente, uma quebra na etiqueta pior do que indagar se os dentes de um cidadão, seu cabelo ou seus órgãos internos eram autênticos.
Philip K. Dick, Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, pág. 20.

Falar de um livro do Philip K. Dick (ou PKD) é sempre muito paradoxal para mim. Isso porque se trata de uma tarefa fácil, já que ele é notadamente meu autor favorito, e ao mesmo tempo muito difícil, pois qualquer consideração feita por mim se mostra insuficiente para expor a complexidade e variedade de temas pertinentes para uma discussão. Mas quero através desse texto, que pode vir a ser extenso, passar um pouco da experiência de ler um livro icônico de um dos autores mais geniais que eu já li.

Philip K. Dick
Philip K. Dick

PKD morreu cedo, aos 53 anos, vítima de um acidente vascular cerebral. Ele começou a escrever desde adolescente, com fanzines e romances que nunca vieram a ser publicados, mas só aos 23 anos ele escreveu seu primeiro livro, Vozes da Rua (Ed. Rocco) – publicado postumamente em 2007. Assim sendo, pode-se dizer que PKD só teve 30 anos de carreira, usando o título supracitado como ponto inicial. Pouco tempo, principalmente porque seu reconhecimento de fato só veio após sua morte. No entanto, nesse ínterim – entre os 23 e os 53 nos – ele escreveu incessantemente, nos deixando uma obra que soma mais de 120 contos e 36 romances, ou melhor cerca de 44, já que os demais só foram publicados após a morte do autor e nem todos são de ficção científica.

Bom, mas vamos falar do livro em questão. Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (Do Androids Dream of Electric Sheep? no original) foi publicado em 1968, na metade da carreira de PKD e é um divisor de águas não apenas em relação ao tempo, mas ideologicamente. Quando publicou este, ele já havia escrito sua obra prima, O Homem do Castelo Alto, e outros títulos excelentes como Os Três Estigmas de Palmer Eldritch. Mas foi com este romance sobre um caçador de recompensas que PKD introduziu ideias e uma maneira de romanceá-las muito particular, que veio a influenciar tantos escritores. Não obstante, despertou também a atenção do cultuado diretor Ridley Scott que adaptou a obra para o cinema sob o título Blade Runner, O Caçador de Andróides.

Vamos entrar um pouco na trama. Na leitura acompanhamos um dia na vida de Rick Deckard, um miserável caçador de recompensas (androides ou andys) que sonha em ganhar dinheiro suficiente para comprar uma ovelha de verdade. E aqui eu o introduzo um pouco no mundo (o nosso obviamente) no qual a trama se passa: Estamos em 1992 e o planeta foi devastado por uma guerra nuclear, a Guerra Mundial Terminus. Esse episódio histórico deu origem à Poeira, uma precipitação radioativa que extinguiu várias espécies de animais e modificou geneticamente alguns humanos, classificando-os como Normais ou Especiais. A população foi obrigada a emigrar para outros planetas colonizados, sendo Marte o principal deles. A exceção eram os Especiais, que eram proibidos de emigrar para não contaminar os Normais com suas modificações genéticas, ou aqueles que resolviam ficar por opção própria, como foi o caso do protagonista.

Cenário de Blade Runner
Cenário de Blade Runner

Durante a emigração, cada ser humano ganhava um androide orgânico modificado de um projeto bélico chamado Guerreiro Sintético da Liberdade. Esses androides eram subtipos desse projeto primário e foram desenvolvidos por grandes empresas que iam lançando novos modelos assim que o anterior se tornava obsoleto. Depois de várias modificações, surgiu o modelo Nexus-6 (vocês devem ter ouvido falar de um certo smarthphone/tablet do Google com esse prefixo, rs), um modelo orgânico e super inteligente, muito próximo do ser humano, quase impossível de ser identificado por testes comuns de identificação.

Com o tempo muitos androides mataram seus donos e retornaram ilegalmente à Terra. O papel dos caçadores de recompensas é capturá-los, certificar-se de que se tratam de androides de fato através de um teste, e por fim, aposentá-los (entenda-se destruí-los ou inativá-los). O conflito principal do romance é que oito Nexus-6 fugiram de Marte e estão infiltrados na Terra e Rick precisa aposentá-los, uma tarefa difícil que quase matou o principal caçador, Dave Holden, que já havia aposentado dois deles.

Rick leva uma vida medíocre ao lado de sua esposa Iran, uma mulher depressiva que não costuma pensar muito sobre o futuro, pois o que eles estão vivendo é desolador. Enquanto o protagonista, mais esperançoso, tem como objetivo de vida trabalhar pra conseguir substituir sua ovelha elétrica por uma de verdade. Após a extinção dos animais os mesmos se tornaram sagrados e itens raros e caros, custando entre 5 mil a 100 mil dólares dependendo do porte e da raridade. É considerado uma vergonha não ter um animal, ou alguém saber que o seu é uma cópia elétrica, ou ainda não cuidar direito de um bichinho permitindo que ele morra.

O mundo marasmático de Rick sofre um abalo quando ele conhece Rachael Rosen, uma andy que trabalha na Associação Rosen, empresa que criou o modelo Nexus-6. A princípio Rachael consegue enganar Rick quando submetida à escala Voigt-Kampff, que identifica os androides. Ainda assim, o caçador consegue desmascará-la e vai atrás dos andys restantes. O primeiro é Polokov, o andy que havia atirado no caçador Dave.

Personagens de Blade Runner (ilustração de Deimos Remus)
Personagens de Blade Runner (ilustração de Deimos Remus)

Ao longo de sua missão, Rick se depara com várias personagens importantes. Mas além dos já citados, os principais são: J. R. Isidore, um Especial que mora sozinho em um prédio abandonado no subúrbio de São Francisco, cidade onde a trama se passa. Isidore se tornou um lesado, assim como a maioria dos Especiais, ou cabeça de galinha como são chamados. Ele cruza com Pris Stratton, uma das Nexus-6, por quem ele começa a nutrir certo afeto. Eles passam a morar juntos e em seguida se juntam a eles, Roy Baty, o líder dos andys fugitivos, e sua “esposa” Irmgard.

Outra personagem que merece ser mencionada é Wilbur Mercer, uma espécie de entidade cultuada universalmente. O culto marca o teor espiritual e gnóstico, sempre presente na obra do autor. Mercer é um tipo de mártir com o qual os seguidores do mercerismo entram em fusão através de um dispositivo eletrônico chamado caixa de Empatia. O equipamento possui uma tela e dois manetes ao qual o usuário se conecta e assume o papel de Mercer, uma experiência coletiva na qual é possível sentir as outras pessoas conectadas. Qualquer dano (entenda ferimento) infringido à Mercer é sofrido fisicamente pelo usuário: o metafísico se tornando real. E é a partir disso (também) que Rick passa a se perguntar “o que é real?”.

Rachael Rosen (no filme Rachel Tyrell)
Rachael Rosen (no filme Rachel Tyrell)

Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? traz muitas questões existenciais, a maioria delas ligadas à esse conceito do que é real ou não. Além da dicotomia entre o real e o virtual, algumas personagens põem em discussão o que é a alma. É preciso nascer pra ser um portador de alma? É preciso ter uma alma natural para ter sentimento, ou mais especificamente, amar? Nascer torna alguém melhor do que “alguém” que foi criado? Apenas a aparência é suficiente pra julgar (dado que os andys são aparentemente idênticos a nós)? A existência da alma artificial em androides posta em discussão aqui é também discutida na série de TV Almost Human, onde um dos androides foi criado a partir de um projeto chamado “alma sintética”.

Outro conceito bem colocado e de grande importância na trama é a Empatia. Elemento que em tese diferencia os humanos dos andys, já que as máquinas são incapazes de se colocar no lugar do próximo seja humano, animal ou de outros andys. Essa é, a priori, a única fagulha que de fato nos distingue dos andys, e é portanto a base da eficácia da escala Voigt-Kampff. No entanto, ela pode ser apenas um patamar ainda não alcançado pela biotecnologia.

Falando em biotecnologia, este livro (o filme adaptado) e a obra de PKD como um todo, contribuiu não apenas para evolução do gênero cyberpunk, mas também como preditor de muitos avanços tecnológicos que hoje dispomos. Na trama, PKD já está familiarizado com televisores e fotografias em 3D, quando tais recursos sequer eram vistos como possíveis. A caixa de Empatia é nada mais do que a descrição dos nossos videogames atuais, coisa que só veio a ser possível muito depois. Os carros voadores ainda não são uma realidade cotidiana hoje em dia, mas quem acompanha site de tecnologias sabe que pelo menos até 2029 teremos (no Japão) um trem que viaja a uma velocidade inigualável flutuando através de magnetismo. Essa é a magia da ficção científica, e nesse quesito PKD era um exímio profeta.

Capa com cinta promocional (clique para ampliar)
Capa com cinta promocional (clique para ampliar)

O livro foi lançado no Brasil mês passado pela editora Aleph, atual casa editorial de PKD por aqui. No entanto, não era uma obra inédita, isso porque já havia sido publicada pelas extintas editoras Francisco Alves (1983, 85, 88 e 89) e Clube do Livro (1988), e posteriormente pela editora Rocco (2007). Todas essas edições, lançadas sob o título O Caçador de Andróides, se esgotaram tornando-se itens de colecionador, vendidos por até R$ 199,00 em sites como o Estante Virtual.

A edição da Aleph torna-se um marco na publicação da obra de PKD no Brasil. Primeiro porque traz de volta ao público uma joia da ficção científica, e também porque traz uma nova tradução feita pelo escritor e jornalista Ronaldo Bressane. A primeira tradução é assinada por Ruy Jungman, muito boa também, mas eu diria um pouco defasada em relação à de Bressane, que traz a narrativa de PKD para uma luz mais atual, permitindo mais identificação pelos leitores contemporâneos. Além disso, essa edição traz alguns extras: uma carta de PKD para um dos produtores do filme, a última entrevista de PKD publicada originalmente na revista The Twilight Zone e um posfácio escrito por Bressane.

Pôster do filme
Pôster do filme

Por falar em filme, Blade Runner tornou-se um marco do cinema. A versão cinematográfica difere muito da trama escrita por PKD, tem sua própria identidade e por isso um valor único. Esse é um dos casos em que a adaptação deve ser vista não como comparativo, mas como complemento. Inclusive recomendo que vejam o filme antes de lerem o livro, ele serve como prólogo ou quiçá como um pontapé inicial que o preparará para a profundidade da obra escrita. O próprio PKD falou sobre isso em sua última entrevista: “Os dois materiais se reforçam mutuamente. De forma que a pessoa que começasse lendo o livro iria curtir o filme e quem visse antes o filme iria gostar de ler o livro.

Por fim (ufa…), vindo do filme ou não, Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? é leitura obrigatória para quem gosta de livros com profundidade, e uma boa forma de começar para quem nunca leu nada do autor. Leiam e releiam!

Curiosidades:

  • A trama se passa em 1992, ano que na época em que o livro foi lançado (1968) representava o futuro. Como já passamos de 1992, no filme e em algumas edições mais recentes do livro a trama é adiada para 2019 para manter a ideia de futurismo imposta pelo autor, contudo a edição da Aleph mantém o ano da narrativa original.
  • Além da adaptação para o cinema, a obra foi adaptada também para os quadrinhos. Uma série em HQ foi lançada pela BOOM! Studios em 24 volumes, iniciada em 2009. Essa série trazia o texto completo do romance com ilustrações de Tony Parker. Em 2010, a editora anunciou uma nova série em quadrinhos, Do Androids Dream of Electric Sheep? – Dust to Dust, em 08 volumes, escrita por Chris Roberson e desenhada por Robert Adler. Como a editora Aleph estreou mês passado o lançamento de Graphic Novels, espera-se que eles tragam ambas as séries, de preferência em volumes únicos. Em 1982, foi lançada a HQ A Marvel Super Special: Blade Runner adaptada do roteiro do filme por Archie Goodwin. Ano passado, a obra foi homenageada na HQ da Disney Zé Carioca, que relançou uma história baseada no filme trazendo-a como destaque na capa.
Quadrinhos baseados no livro e/ou filme.
Quadrinhos baseados no livro e/ou filme.
  • K. W. Jeter, amigo de PKD, lançou com autorização dos parentes do autor 03 romances para continuar a história de Rick Deckard. O objetivo era explicar e/ou amenizar as várias diferenças entre o livro e o filme, no entanto os livros não foram bem aceitos pelos fãs e pela crítica. São eles: Blade Runner 2: The Edge of Human (1995), Blade Runner 3: Replicant Night (1996) e Blade Runner 4: Eye and Talon (2000).
  • PKD recusou uma oferta de US$ 400 mil para escrever uma novelização do filme. O autor achava desnecessário escrever uma novelização de um filme que já era baseado em um livro. Para resolver o impasse, PKD propôs que o livro fosse relançado com a capa do filme e com a informação de que o livro havia inspirado Blade Runner.
  • Estão cada vez mais fortes os rumores sobre uma sequência de Blade Runner. O próprio Ridley Scott admitiu que está trabalhando em Blade Runner 2. O ator Harrison Ford também afirmou estar mantendo contato com o diretor.
  • Para saber mais sobre o filme Blade Runner, leia nossa resenha AQUI.
  • Para ter acesso a alguns dos extras do livro e outros materiais acesse o site exclusivo criado pela editora Aleph, Ovelhas Elétricas.
  • Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? é o sétimo livro de Philip K. Dick publicado pela Aleph. Antes dele vieram O Homem do Castelo Alto (vencedor do Hugo Award de 1963), ValisUbik (eleito um dos cem melhores romances em língua inglesa do século 20, pela revista Time), Os Três Estigmas de Palmer EldritchRealidades Adaptadas e Fluam, Minhas Lágrimas, Disse o Policial (vencedor do John W. Campbell Award de 1975).
  • A cantora Katy Perry teria afirmado que sonha com um papel em Blade Runner 2, e que adoraria interpretar a personagem Rachael Rosen.
  • Blade Runner teve duas indicações ao Oscar em 1983: melhor direção de arte e melhores efeitos visuais.

Melhores Quotes:

 Empatia, evidentemente, existia apenas na comunidade humana, ao passo que inteligência em qualquer grau poderia ser encontrada em todo filo ou ordem biológica, incluindo os aracnídeos. (pág. 41)

– Um robô humanoide é como qualquer outra máquina – disse Rick. – Pode passar rapidamente de um benefício a uma ameaça. Quando é um benefício, não é problema nosso. (pág. 50)

Bem, Rick refletiu, na vida real não existem esses sinos mágicos que façam os inimigos desaparecerem sem dificuldade. Pena. (pág. 102)

No que se refere a sexo, a maioria das variações é ilegal. Mas as pessoas fazem assim mesmo. (pág. 141)

– Você será requisitado a fazer coisas erradas não importa para onde vá – disse o velho. – É a condição básica da vida, ser obrigado a violar a própria identidade. Em algum momento, toda criatura vivente deve fazer isso. É a sombra derradeira, o defeito da criação. (pág. 172)

Você tem que estar com outras pessoas, ele pensou. Para que possa se considerar vivo. (pág. 196)

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Ficha Técnica

Androides Sonham Com Ovelhas EletricasTítulo: Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?
Título original: Do Androids Dream of Electric Sheep?
Autor(a): Philip K. Dick
Editora: Aleph
Tradução: Ronaldo Bressane
Edição: 2014 (1ª)
Ano da obra / Copyright: 1968
Páginas: 272
Sinopse: Rick Deckard é um caçador de recompensas. Ao contrário da maioria da população que sobreviveu à guerra atômica, não emigrou para as colônias interplanetárias após a devastação da Terra, permanecendo numa San Francisco decadente, coberta pela poeira radioativa que dizimou inúmeras espécies de animais e plantas. Na tentativa de trazer algum alento e sentido à sua existência, Deckard busca melhorar seu padrão de vida até que finalmente consiga substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal verdadeiro; um sonho de consumo que vai além de sua condição financeira. Um novo trabalho parece ser o ponto de virada para Rick: perseguir seis androides fugitivos e aposentá-los. Mas suas convicções podem mudar quando percebe que a linha que separa o real do fabricado não é mais tão nítida como ele acreditava.

Onde comprar:
Editora Aleph | Cultura | Fnac |Estante Virtual

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10 comentários

  1. Olá

    Ainda quero ler todos os livros do PKD porque todos sempre o elogiam bastante. Como bom fã de ficção científica espero fazer isso em breve. Me lembro de já ter visto Blade Runner mas me lembrar de pouca coisa, vou assistir novamente! Esse título é sensacional haha

    Abraço!
    http://www.umomt.com

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    • Oi Matheus,

      Sim, leia todos os livros do PKD, o cara era um gênio. É sem dúvidas meu autor favorito. Se você realmente curte sci-fi, então PKD é leitura obrigatória. Assiste Blade Runner, mas ler o livro antes, ele vai te fazer lembrar do filme e depois vc pode assistir o filme de novo, após a leitura, o efeito deve ser interessante.
      Sim, o título é ótimo, PKD tinha um gosto por títulos excêntricos, rsrs.
      Abraços e obrigado pela visita.

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  2. O filme é um clássico, vi ele faz muito tempo mais ainda me lembro da trama e cenários incríveis. Essa edição da Aleph ficou sensacional, como sempre podemos ver que eles se esforçam no seu trabalho. Mal posso esperar para poder ler o livro, ainda não conheço o trabalho do PKD.

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  3. Olá, Ademar,

    Parabéns pelo trabalho. A resenha ficou excelente, fazendo justiça à qualidade do livro.
    Estou lendo (ou melhor, devorando) “Andróides Sonham Com Ovelhas Elétricas?”. Cheguei aos últimos capítulos e, devo admitir, é impossível desistir da leitura. Os temas abordados e a complexidade da trama me causaram o mesmo fascínio de de quando li “2001: Uma Odisseia no Espaço” (na época, aliás, escrevi uma resenha; inclui o endereço no final do comentário).
    Indico, para quem gostou de ler “Andróides…”:
    “2001: Uma Odisseia…” (óbvio. rs) e “O Guia Do Mochileiro Das Galáxias” (ficção científica com muito humor ácido).

    Abraço e continue escrevendo!

    Resenha de “2001…”:

    http://indiqueumlivro.literatortura.com/2013/12/17/2001-uma-odisseia-no-espaco-de-arthur-c-clarke/

    Curtido por 1 pessoa

    • Oi Luís,
      Primeiramente, obrigado pelo elogio, fico feliz que tenha curtido a resenha, sempre me empolgo falando do PKD.
      Fico mais feliz ainda que esteja curtindo o “ASCOE”, espero que vire fã do PKD, basta você ler outro livro dele.
      Eu ainda não li “2001”, e obrigado pela dica, ele já está na minha lista de leituras prioritárias.
      Pode deixar que vou passar na sua resenha.
      Um forte abraço.

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      • Terminei a leitura ontem. Não poderia ser diferente: estou com vontade de ler tudo o que puder do Philip. K Dick. hehe
        Ainda estou em dúvida sobre qual próximo livro ler. Tenho algumas referências de blogs que andei lendo e alguns são quase sempre citados (VALIS, UBIK, O Homem Do Castelo Alto); vou acabar lendo um destes. Mas antes quero ler a coleção de contos que a Aleph lançou sob o título Realidades Adaptadas.
        Enfim, sensação boa esta de saber que tem muita coisa boa de um autor por ler.

        Abraço.

        Curtido por 1 pessoa

        • Oi Luís,
          Então, dificilmente alguém ler algo do PKD e não quer ler tudo em seguida.
          Eu sugiro que, entre os que você citou, você leia Ubik. Os próximos que eu recomendo são Fluam, Minhas Lágrimas, Disse o Policial; e Os Três Estigmas de Palmer Eldritch.
          O VALIS, eu sugiro que você leia depois de já ter lido pelo menos uns 04 ou 05 deles, acho que você aproveitará melhor, pois ele fala muitos dos livros dele nesse, então é legal já ter uma boa base da obra.
          O Realidades Adaptadas é muito bom, dá até vontade de fazer maratona com os filmes depois. Eu já resenhei todos esses que citei, exceto o VALIS, aqui no blog.
          Se quiser dá uma procurada depois. =D
          Vamos trocando figurinhas sobre suas experiências com PKD.
          Abraços

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  4. Cada vez fico mais curiosa com este livro! 🙂
    Gostei imenso do filme, cujo protagonista foi interpretado por Harrison Ford. As questões existenciais e a descoberta da realidade é algo que me cativou imenso.
    Obrigada pela partilha. O post está, como de costume, excelente. Parabéns!
    Boas leituras!

    Curtido por 1 pessoa

    • Oi querida,
      Acredito que você vá gostar mais ainda do livro. Ambos são bem distintos, mas se complementam.
      Fico feliz que tenha gostado do post. Retorne após a leitura para compartilhar suas impressões.
      Abraços

      Curtido por 1 pessoa

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